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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009



Um dos melhores livros deste grande senhor da literatura Mundial... Uma analogia muito bem conseguida, um enredo fenomenal … E se a vida animal de repente desaparecesse da Terra, excepto num pequeno recanto do mundo e em doses mínimas?


quarta-feira, 21 de outubro de 2009


Está certo que o assunto já ganha contornos de discussão de final de noite, em que uns são contra ,outros a favor, outros mais ou menos e acaba o álcool como vencedor indiscutível mas permitam-me lá uma palavrinha. Que José Saramago diga da Bíblia o que ela é: uma baboseira pegada, não me espanta,mais, que gente como o eurodeputado Mário David consiga alcançar um nível de baboseira maior ainda menos me espanta, aliás Mário David fica mais conhecido como gajo que quer tirar a nacionalidade a Saramago do que como eurodepudato. Agora que da esquerda se levantem vozes como Daniel Oliveira classificando a atitude como de uma "assinalável ignorância e insensibilidade cultural" lembrando a sabedoria e discernimento histórico dos cristãos (olhem para ali para os E.U.A o discernimento cristão todo que ali vai) da que pensar, afinal onde fica a luta toda, contra todas as opressões? Das duas uma, ou caímos no engôdo do discurso das liberdade individuais (como se existisse religiosidade unipessoal) ou afinal há opressões que dá mais jeito atacar do que outras, assim como quem diz: "igreja católica?"humm... o pá...essa agora... não dá lá muito jeito, pode-se ver lá para a frente?" Mas voltando para o final de noite com copo vazio na mão: À tua Saramago.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cuidado, Policarpo, eles andam ai!

O cardeal-patriarca de Lisboa repreendeu hoje bispos e padres que "se consideram com o direito de decidir pela sua cabeça" em vários domínios da Igreja Católica, considerando que isso fragiliza "a proposta cristã" e cria "divisões". D. José Policarpo notou também que, muitas vezes, o pastor aproxima-se de um gestor de empresas.

Eu adoro este homem, principalmente quando nao esta calado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

open your eyes...

Por detrás das cortinas que nos impõe o silêncio perante o sangue, a tortura, a violação, a pedofilia, a brutalidade e a opressão... a denuncia aparece, mais actual que nunca:



Halima Bashir - torturada, violada, espancada pelas milicias árabes no Darfur, uma sobrevivente que relata na primeira pessoa os horrores de um dos maiores e mais perigosos genocidios do nosso tempo.

400 000 mortes
2 000 000 refugiados
Violações
Pedofilia
Censura
Oligarquia arabe
Hipocrisia política



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Agora que se fala muito em S. António e S.João, exijamos alguma paridade se faz favor!


A Santa Caiu

domingo, 31 de maio de 2009

Deus, os pecados e o Saramago

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pedofilia Religiosa

Eles lá no topo da hierarquia político – religiosa estão todos calados, num um pio para condenar o massacra físico e psicológico que durou 60 anos em internatos católicos…

Ao longo de 60 anos mais de 2.000 crianças foram torturadas e violadas por padres e monges da Igreja Católica na Irlanda. O relatório sobre esta monstruosidade demorou 7 anos a ser feito e se constatou a violação e tortura de duas mil crianças denunciou mais: o total silêncio do Vaticano.

O chefe da Igreja católica já condenou os actos é certo mais não chega! Todos os dias nos chegam a casa discursos moralistas vindos do Vaticano e da Igreja… todos os dias falam de paz, justiça e direitos humanos. Neste só silêncio, puro silêncio! Duas mil crianças violadas e torturadas em internatos católicos pró chefes da Igreja e nem uma palavra do Vaticano, nem um acto de condenação…

Nenhuma legitimidade moral a quem colabora com esta chacina… nenhuma legitimidade moral para quem fecha os olhos à pedofilia, mesmo a que é feita “em nome de deus”!

Ao Vaticano, nenhuma, absolutamente nenhuma legitimidade para falarem de paz, justiça e fraternidade… quem se cala perante a violação de milhares de crianças não merece um pingo de respeito!

(O relatório é composto por 5 volumes, tem 2.600 páginas e pode ser consultado em: childabusecommission.ie)

domingo, 10 de maio de 2009

Queime esses filmes!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Conflito conceptual?
























domingo, 22 de fevereiro de 2009

Deus Humanista

Agora que penso neste espaço online reparei que ainda ninguém colocou um poema…: e porque não?

A minha mãe é catequista, apesar de ser crítica em relação à Igreja (influências caseiras), mas a minha mãe uma vez questionou-me sobre o que seria deus (com letra minúscula) para mim comparando ao que é para outras pessoas – para a sociedade em geral.
Eu decidi escrever um poema não só sobre a minha visão sobre essa força superior, que pensa existir (mas que não acredito) mas também sobre aquilo que podemos fazer dela, mesmo não acreditando minimamente que ela possa existir…
Isto é:


Deus Humanista (a consciência)

Omnipotente e omnipresente…
na minha quotidianidade
Serei seu eterno crente
porque ele é a intemporal verdade!
Não se esconde do Mundo
Para não revelar a sua verdadeira identidade…
…porque o meu Deus é visível…
para Ateus, Cépticos e quem vive na incredulidade.

O meu Deus apoia! Resolve! Interioriza!
Dá tudo o que pode!
Até o que ele mais precisa…

Eu acredito no meu Deus
Elucidou-me o preconceito…
A ele desejo tudo
Pois ele a tudo tem direito!

Inexplicável! Único! ele carrega Harmonia
E quando o Sorriso morre…
… é ele que me devolve a alegria!

Ele não assimila
descrenças, hipocrisia, tacanhez e impureza
Pois a Verdade, Paz e o Pacifismo
são o pão que me põe na mesa!

O meu Deus é primeira pessoa!
O meu Deus sou eu!
Pois eu acredito em mim…
… e não na invisibilidade de algo que nunca apareceu.

O meu Deus, é o teu Deus
Esta foi a verdade que eu escrevi…

… se precisares do teu Deus
Procura a consciência dentro de ti!


PS – Simplório mas sincero :)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Com que então não sou normal, hein?


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Sim. Faz sentido. Interessante que para mim a religião não é normal. Mas, pior que isso, não é natural que existam pessoas que digam atrocidades destas, por mais religiosos que sejam.
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Vou aqui deixar um testemunho em jeito de resposta:
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1 - A homossexualidade, sim, é normal, perdoe-me vossa excelência. Diferentes orientações sexuais são naturais, tal como eu gosto de manteiga e não gosto de paté. Com certeza existirão pessoas que gostarão somente de paté. Outras gostarão dos dois. E, quiçá, haverá aqueles que odeiam ambos.
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2 - Sim, um pai é diferente de uma mãe. Tal nem deveria ser posto em causa, sequer. Mas diga-me, ó inteligência suprema, então e aqueles que são criados sem pai e/ou sem mãe? Tornar-se-ão incapazes? Serão, por acaso, uns pré-destinados a serem uns inaptos sociais? Mais, da mesma forma que um pai é diferente de uma mãe, também eu pretendo divergir psicológica, emocional e fisicamente do meu/minha companheir@ futur@. Seja homem ou mulher.
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3 - Meu caro, a Bíblia não foi escrita por Deus, se é que tal entidade existe. Foi escrita por uma cambada de bêbados que gostavam de dar jantaradas com imensa gente e comiam até mais não. São tão normais quanto eu. Logo o que eles dizem tem tanto valor quanto o que eu digo. Talvez eu tenha mais, porque nunca andei a delirar atrás de um gajo de barba e sandálias completamente fora de moda, envolto num lençol branco e que tinha a mania que falava com o pai que tinha um chalé nas nuvens..
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4 - Alguém dê a este sujeito o estudo feito pelo Governo Belga que durou 2 anos (2002/2003) e que concluiu que "os casais homossexuais possuem todas as qualidades necessárias para adoptar crianças e providenciar-lhes toda a educação necessária à sua formação". Aliás, milhares de homossexuais por este país adoptam crianças, a título individual.
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Estamos conversados ou precisa de mais alguma resposta?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

D. José Saraiva Martins e o Casamento

"Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja", defendeu.
Instado pela jornalista Fátima Campos Ferreira a pronunciar-se sobre os direitos civis subjacentes ao casamento entre homossexuais, D. José Saraiva Martins frisou que a questão não tem de ser colocada à Igreja.
"Quando se fala de direitos civis não tem de se interrogar a Igreja, tem de se interrogar o Estado. Quem elabora as leis do Estado não é a Igreja, seria uma intromissão, evidentemente", alegou.
No entanto, defendeu como situação "ideal" uma colaboração sincera entre a Igreja e o Estado "na formulação de certas leis", como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
"Nestes casos, neste sector em concreto, é absolutamente necessária uma colaboração sincera, autêntica e eficaz entre o Estado e a Igreja", em que ambos expressem o seu pensamento, disse D. José Saraiva Martins.
"E pode-se chegar a um acordo, cedendo um bocadinho dos dois lados. Não é opondo-se, é colaborando, é o diálogo", acrescentou. (Sic Noticias)

Não percebi. Explique lá outra vez. Mas devagarinho, por favor.

Então. Não basta dizer que eu não posso existir porque não se lembraram de me pôr na Bíblia (pergunto-me de que mais se terão esquecido). Ná, isso seria muito fácil. Em vez de negar a realidade, empenham-se em explicá-la. Portanto, afinal eu existo. Mas não sou normal, serei provavelmente doente, possuída, uma filha de Satanás. A isso até já nos habituámos, é a típica posição retrógada e opressora da Igreja.

Com ofensas bíblicas posso eu bem. Aquilo que me chateia mesmo é este tipo vir dizer que não é com a Igreja que temos de falar de direitos civis. Porque tem razão.

E é isto que eu não percebo: se ele admite que a Igreja não tem nada a ver com os Direitos Civis, porque raio é que tem de vir meter o bedelho na legalização do casamento CIVIL entre homossexuais??!

… porque estes tipos ainda não conseguiram incorporar com profundidade a noção de laicidade do Estado. Até aceitaram que lhes fossem retirados direitos, sobretudo relacionados com o controlo material da vida das pessoas (cobrança de impostos, por exemplo). Até aceitaram que, legalmente, o que era religioso passasse a ser civil. Mas nunca se permitiram abdicar dos sectores que são essenciais para a manutenção da ordem social.

Se a família (patriarcal e vertical) é o pilar da sociedade, o casamento é um dos seus elementos mais importantes. E quando dizemos que o casamento pode originar outro tipo de famílias, não patriarcais, não verticalmente estruturadas, não definidas, mas flexíveis e diversas, então ai-meu-deus que o mundo como nós o conhecemos está em declínio e vem aí o Reino do Mal. E pior! Querem criar filhos! A reprodução deste modelo societário está condenada.

Não. Aquilo que de facto me chateia é que a Igreja não só considera que é justificável pregar por uma colaboração com o Estado em matérias que são de natureza puramente civil (até porque se fossem Espirituais, o Estado não se metia nisso); não só acha que pode fazer do Estado um canal ou um instrumento para a manutenção da ordem social retrógada, conservadora e opressora que defende; como tem a lata de afirmar que espera um ACORDO com Estado, um compromisso em que haja CEDÊNCIAS de parte a parte, ou seja, um compromisso em que o Estado aceite derrogar um bocadinho da sua exclusividade de competências em matéria civil para as entregar ao “governo espiritual do povos”, só para assegurar que isto não descamba ainda mais.

over my dead body!

mas hey, ele também considera arriscado casar com um muçulmano. Para ver como às vezes nos enganamos… eu já a pensar que ele era homofóbico…! tss tss que PREconceituosa que eu sou.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Padre Marujo não vá ao mar que o mar está ruim.

Padre Marujo está certo: quem se mete nestas aventuras expõe a sociedade a feridas profundas. Na verdade uma amputação, lobotomia ou mastectomia são terapias radicalmente preventivas recomendadas em casos de cancro em estadio III ou mais (estou a armar-me em Mª de Belém) ou gangrenas profundas.
Perguntemo-nos se a metáfora é producente no nosso cantinho de país? Digo metáfora porque insídia e ironia são recursos que já foram apropriados por alguns despites humanos desta terra.
Outras metáforas...
... podem ser (re)lembradas já no senso comum deste nosso censo popular, secular e leigo, Graças a deus*, "prevenir é melhor que remediar" e é de prevenção, mais uma vez, que nos falam. Prevenção essa que pela ira do senhor do velho testamento que trouxe ao mundo - não só uma grande barragem chinesa e uma arca que seria talvez um OVNI, como também - a Cida (diminutivo de Mª Aparecida, empregada doméstica nascida em Salvador da Baía) para fazer a limpeza desta gente Omosexual, marca do seu detergente preferido
... ok, a limpeza total ou terapia radical é, como nos diz a sagrada escritura (ainda mal paga num crédito de mais de 2000 anos), a arma típica de intervenção do altíssimo, embora Nós Cá por Baixo preferimos intervenções sociais, culturais, políticas, entre outras, para alcançar transformações inclusivamente legais o que não é vulgo lex no método clerico-episcopal. Não se estranha portanto a forma arrebatada como a CEP nos manifesta a sua preocupação que obviamente se prende com estratégia e táctica, Sun Tzu mesmo, em ano de tantas eleições, porque a política também é criação divina certamente e há uns que são filhos e outros enteados, claro está!
... chave-d'ouro: as coincidências! sempre sempre, sem qualquer espírito conspirativo, vejo coincidências estranhas e perturbadoras nestas coisas que anunciam pela Rádio Renascença:
- a palavra crise pode assumir não só o significado financeiro como toda uma panóplia de sentidos desde que distraiam o leitor do que se discute para algo que soa a urgente e prioritário, logo ameaça, logo a crise deve ter sido produto dum Casino Gay;
- sai-me esta notícia comentada por Vitalino Canas que já foi comentador da VI Convenção do BE, ou seja, a ERC está distraída porque só ele e o Vitorino (e ambos rimam vejam lá) fazem mais tempo que o Marcelito, usou a palavra entidade e instituição;
- sai-me esta notícia depois de José Sócrates ter dito que "anda aí um filme chamado Milk... presumo", presume o quê? não viu, não percebeu, não sabe quem é Gus van Sant e só queria usar um palavrão fancy enquanto dizia leite em inglês;
- sai-me esta notícia no dia em que se comemoram dois anos de vitória SIM! - ivg - e os 200 anos de Darwin (...) algo de pouco plausível misturou ideias biopolíticas de posse sobre o corpo e ideias de evolução biológica e selecção tudo numa mesma bandeja, ver leilão de hímens mais abaixo;
- posto isto, gostava de me assumir como bióloga creacionista e dizer-vos então a verdade: temos polegar porque somos filhos de deus com um macaco daí os ângulos formados pelo polegar e indicador em círculo terem o formato exacto duma banana, Eva era uma grande bisca e Adão apenas era mau na cama por isso ela disse vai la comer uma maçã enquanto brinco aqui com esta serpente, o hímen nas mulheres não existe para se guardar até ao casamento nem prova que já fomos anfíbios, serve apenas para ser leiloado na internet... por estas razões entre tantas outras a homossexualidade é realmente anti-natural porque a natureza que estes pastores morais nos explicam é apenas irreal, surreal, não, porque isso é muito gay também;
- Helena Pinto acertadamente falou em separação de águas, como dizia alguém, Adeus não, Amaomé que tem truques com água e é bem mais divertido, mas isto depois misturava homossexuais e terrorismo, não vamos por aí;
- por isso como dizia o amigo: o meu nome é Harvey Milk e estou a recrutá-los! Por isso vem e senta-se à esquerda do pai que a direita já está cheia deles.


*deus escreve-se com letra pequena, a direito por linhas tortas, enquanto outras leis não se escrevem com letra alguma

Xeque-Mate!!


Tenho que vos deixar esta faixa do Zeca.
Dedico-a aos Bispos, naturalmente...

Dedico-a pelas suas posições intransigentes, cheias de convicção da certeza absoluta e divina!
Ninguém pede opinião da Igreja até porque já a sabemos. Fôssemos levados pelos padres deste mundo e ainda hoje se diria que o planeta é cúbico e que a trovoada aparece como castigo dos nossos pecados!
Pecado pecado é impedir que as pessoas sejam felizes. É isso. Mas vamos ter que aturar os Bispos e as Tétés do costume nestas andanças sobre o direito a ser-se indivíduo.

Arcebispiada!

Sem lenço, sem documento...

Nem casamento nem Família pode resultar de uma relação Homossexual!

Diz Morujão. Um senhor que tirou um curso e foi para padre. Subiu na carreira e já é Bispo (talvez o equivalente a Director nalgumas empresas). Mas este senhor é um senhor de caridade, de benfeitoria, de amor a deus. Tudo o resto é incompreensível para ele.

Repugna-me quem de forma persistente vai arruinando a vida a tanta gente. Estes que fazem estas campanhas negras como quem anda de cruz atrás de vampiros. Como se as pessoas não fossem pessoas, fossem de pau ou sei lá.
Não é por obra e graça de Sócrates mas tem de se dar a toda a gente a dignidade de ser pessoa. Porque entretanto a humanidade vai-se "ratando" no mais íntimo e mais importante...

"Não é fiável quem se mete nestas aventuras em que a sociedade fica exposta a feridas profundas"?? Santa Ignorância!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ainda sobre a igreja e a sua posição na eutanásia:

«I guess it would be nice
To give my heart to a god
But which one
Which one do i choose?
Oh, the church is filled with losers
Psycho or confused.»

of Montreal in Gronlandic Edit

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Carta a D. José da Cruz Policarpo

Telma de Jesus Laborinho Ferreira
Quero através deste suporte, prolongar-me na escrita a José Policarpo, para mostrar-lhe como me afecta convulsamente as suas naives e ostracizantes declarações sobre a vida em sociedade, diria até, sem bico de mama que aguente tamanha ridicularia discursiva.

Não sou mulher de missa, aliás convém ficar desde já a saber, que sou objectivamente Anti-religião, neste caso profundamente Anti-cristianismo, e porquê?, porque é uma ideologia sem pés, mãos, nem cabeça? Não, mais que isso.
O grande problema está em ter só pés, mãos e cabeça (não nos podemos esquecer o quão essencial foi a esporra do espírito santo para a fecundação da virgem, e que mesmo antes do intenso processo (imagino eu que deve ter sido bastante intenso), logo o anjo gabriel disse à virgem, que não teve qualquer hipótese de recusar o contrato, que sem margem pra dúvidas iria ter um filho, homem portanto, pois, compeendo, provavelmente se fosse filha lá teria deus que recorrer ao infanticídio), falta-lhe toda uma anatomia necessária a uma razoável fluidez social, já para não falar de fluidez sanguínea, que certamente o José Policarpo tanto deve apreciar quando declama o «verbo feito carne».

Devo dizer que foi deveras complicado ler o vosso médium espiritual, que se saiba «a bíblia», apesar de já ter no meu circuito digestivo uma vasta pesquisa e por experiência saber o que defende e quais os interesses que foram e são usados para a manutenção e divulgação do cristianismo, ler aquele conjunto de livros de "escrituras sagradas" provoca-me arrepios da retina ao ânus, arrepios de nervos e de vómitos, páginas e páginas e páginas, enfim, é horrorizante, é deprimente, é-me incompreensível o manter e o poder actuais de tal objecto para fins e afins culturais, sem que a estrutura dos direitos do ser humano, direitos da Mulher e do Homem a desautorize, a descredibilize, lhe ponha fim.

Lê mais!



É um dogma com um seguir histórico notável, notável na relação socialmente permissiva do abuso de poder, repare-se que, para a maior parte das instituições estruturantes da cultura, das quais a igreja católica tem uma presença significativa, a violência entre os corpos é sinónimo de estabilidade social, a violência é estimulada como método necessário para uma selecção de comportamentos capazes de proporcionar um futuro colectivo superior. Ora não sou darwinista, não sou hedonista, não sou leninista, salazarista (et cetera), nem simpatizante do complexo de édipo, repugna-me qualquer que seja a ideologia que se aproxime de um prefácio nazi, o cristianismo tem, sem dúvida, esse prefácio, muito bem ocultado pelas manifestadas alegorias da bondade contra almas malignas.

Fossem todas as falhas da humanidade do tamanho do visível quadradinho branco que delicadamente lhe massaja a goela e poderia defecar à vontade sem sequer pensar na condição de ser-se humano.

Defendo a liberdade criativa e a expressão do que é abstracto, não respeito livros "sagrados" que excluam pessoas dessa mesma liberdade, que excluam pessoas enquanto intelecto, enquanto seres capazes de ser capaz, respeito a crença em forças invisivelmente superiores, até porque há toda uma impossibilidade de saber o mistério das coisas quando fora do nosso globo ocular, não respeito o exercício de domínio, a perversidade de permitir o tratar desigual, fazer-nos aceitar a impossibilidade de mudar as nossas acções, porque o que de facto conta é o mundo que há-de vir, a dimensão da eterna felicidade e não o mundo em que as nossas acções têm consequências, respeito qualquer liberdade espiritual, desde que não entre em paranóias bizarras da separação entre o bem e o mal, bizarro ao ponto de se poder ferir e matar com a justificação de que é-se torneira da inspiração directa de um deus, tal qual foram os homens que escreveram, em tempos antigos, o que o próprio José Policarpo preserva sagradamente.

Todo este discurso para dizer-lhe que espero exaustivamente e ansiosamente que tenha tento na língua quando fizer próximas declarações à humanidade, quando falar de pobreza, de violência, de guerra, de sexualidade, de tudo o que não seja heterossexual, da dignidade da mulher, lembre-se que a sua doutrina fomenta e discrimina o que irónica e hipocritamente diz defender, diz ser preocupação.

Enfim, quero acrescentar que canto o broche como canto qualquer relação entre pernas, estou definitivamente farta de mitras cheias de nada, farta de «Anitas presas no bairro alto», as relações entre os corpos devem ser primeiro que tudo de responsabilidade individual, responsabilidade de quem depende de uma vivência colectiva, e não, abarter-se comportamentos pois a imagem de um deus de erecção visceral assim determina. Teria muito mais a acrescentar...

Nota: Esta carta poderia ser dedicada, de igual modo, ao actual papa Bento XVI, ou a qualquer um destes Ex.mos senhores do conhecimento humano.

De Telma de Jesus Laborinho Ferreira, com todo o respeito

por si, enquanto indivíduo, enquanto cidadão, não enquanto

precursor católico.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

" pensem duas vezes em casar com um Muçulmano", diz José Policarpo

José Policarpo fala em “montes de sarilhos”: cardeal-patriarca alerta portuguesas para riscos de casamentos com muçulmanos

O cardeal-patriarca de Lisboa surpreendeu ontem à noite o auditório do Casino da Figueira da Foz ao advertir as portuguesas para o “monte de sarilhos” em que se podem meter se se casarem com muçulmanos.

Falando na tertúlia “125 minutos com Fátima Campos Ferreira”, que decorreu no Casino da Figueira da Foz, José Policarpo deixou um conselho às portuguesas quanto a eventuais relações amorosas com muçulmanos, afirmando: “Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.”

Vídeo + notícia [completa] no «Público»

é meter-se num monte de sarilhos

Dom dos Náufragos
Mas há com cada filha da mãe nesta santa igreja! A gente vai descobrindo isso aos poucos...
É preciso ser muito filha da mãe (mesmo que a mãe seja virgem) para declarações destas. Para se pensar isto...!
O Dom diz para as jovens terem cuidado e pensarem muitas vezes antes de casar com muçulmanos. Eu também concordo... Seguindo as minhas ideias, parceiro que venha a ter não será muçulmano. Nem católico.
Mas leiam bem as graves palavras saídas da boca de quem se quer santo:
Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.
Era bonito se o Sheik Munir dissesse algo parecido. Só espero que não perdoe e que se ponham os dois à batatada. Podia ser que o Dom fosse suspenso por mau comportamento.

E onde é que eu já vi pegar em exemplos absurdos (ex. terrorismo) para generalizar a toda a religião muçulmana?
"Os muçulmanos têm uma visão na sua religião de que o sítio onde se reúnem para rezar fica na posse deles, é o sítio onde Alá se encontrou com eles, portanto mais ninguém pode rezar naquele sítio”, disse José Policarpo. Lembrou um “problema sério” ocorrido na Catedral de Colónia, na Alemanha, cedida pelo Cardeal da cidade à comunidade muçulmana local para uma cerimónia no Ramadão. “Depois consideravam a Catedral posse deles, foi preciso a intervenção da polícia para resolver aquilo (...) Não sejamos ingénuos na maneira de trabalhar com eles”.
Isto está bonito está. Vou já telefonar ao padreco lá do sítio a pedir que me empreste o espaço. Digo que não sou como estes monhés, sou um gajo de respeito. Faço a minha rave e venho logo embora. Com a benção do Dom, claro.

O que vale é que o Dom não está só. Há mais Dons por aí. Don-keys!
Hey Man!