segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Carnaval dos meus encantos

O carnaval já se instalou na Nazaré "prái" desde o Natal. E ainda bem. É o carnaval que permite que a gente "vá levando". Mas ainda antes do Carnaval, no dia 19 de Fevereiro (quinta-feira) reuniar-se-á a Assembleia Municipal da Nazaré (AM). Aproveito este espaço para vos dar a conhecer os temas em debate.
O edital da reunião pode ser consultado aqui.
Vai considerar-se o Troço Sul do Caminho Real da Pederneira como de Interesse Municipal. Estou curioso sobre o interesse que terá o resto do Caminho. Ou é por partes? Mas tem de ser assim. Há um hotel para abrir, o do investidor Serafim, que está fartinho de anunciar que não tem entrada.
Depois há o empréstimo bancário para a construção do Centro Escolar da Nazaré. É a segunda vez que este assunto vem à AM. Uma escola de 1,5 milhões de euros, fica, após empréstimo pago, em mais de 3 milhões de euros. Bom negócio não é? Depois há ainda um "empréstimo de curto-prazo sobre a forma de conta-corrente caucinada": ou seja, estamos à rasca, não há dinheiro, e esta é a nossa única hipótese de continuar as BigPromessas! Na pasta da documentação vem ainda o projecto do Teleférico da Nazaré (mais um à imagem da Expo98, todo futurista e xpto). Não é que não faça um jeito do caraças um transporte para a Pederneira... É só que, de repente, parece que vai ser feito num ano o que não foi feito em 15. Alguém acredita?

Lamento imenso não poder partilhar convosco a documentação toda da Assembleia mas é mesmo por culpa da Câmara. Desde a primeira Assembleia que exijo que a documentação seja entregue em formato digital (já apresentei propostas de alteração de regimento, inclusivé). Não foi possível por causa daqueles que me dizem "eu já ando nisto há muitos anos...!".
Portanto, caros concidadãos, eu e mais uns poucos somos os únicos iluminados e capazes de estudar e decidir os assuntos da Terra.
A vocês resta-vos... Rezar? Ou votar. É idêntico... É tudo ao domingo!

Elogio da masturbação

Telma de Jesus Laborinho Ferreira
Comecei a masturbar-me enquanto via o maestro António Vitorino de Almeida no seu programa televisivo, de sons e tempos. Comecei de forma um pouco indecisa, sem saber bem, qual o meu interesse em criar tal sessão, talvez por estar muscularmente descontraída, horizontalmente confortável, talvez por ser uma noite fria, nas noites frias normalmente refugio as minhas mãos geladas no meu corpo quente, perto da pélvis, ficam demasiado próximas do sexo, é impossível não ouvir o grito do encanto genital a chamar por mim...,comecei lentamente e sem grande excitação, até porque, em termos de fantasia estimulante, olhar para o maestro e assistir à poluição sonora de um filme pornográfico, gritos-hipérboles, cenários e sequências de rir pelo ridículo, com postas de carne decorativas a fazerem coisas do melhor, provoca-me uma sensação semelhante, sinto uma inevitável vontade de ser-me assexual, de fazer-me coisa sem sexo, já tinha começado a tocar-me e pensei que seria de mau tom parar ali, com os dedos bem dentro, a excitação demorou muito a vir, ainda muito seca, cansada de insistir no auto-manejo, mas ainda muito seca, continuo a olhar, mas agora, vejo-o de modo totalmente diferente, a imagem aparece centrada no percurso das mãos, as mãos a invadirem as teclas, e eu a sentir uma enorme necessidade de ter a violenta eficácia daquelas mãos devoradoras de notas, no gesto perigosamente automático, aquela melodia tão audível quanto imperfeita, sons sem casa e uma estabilidade assustadora, necessidade de ter aquela dinâmica formal com um carregar incoerente no meu clitóris, uma partitura de Debussy no meu húmido espaço aberto, começava agora a sentir que valia a pena continuar com as duas mãos, a esquerda no interstício, a direita no ponto exacto, continuava a apreciar todos os meus movimentos, mantinha o corpo em rebeldes embalos, até que os dedos começam a deslizar com uma facilidade que mereceu a minha aprovação, estava praticamente livre, o programa acabou e eu fico atenta ao desequilíbrio do pensamento, respiro em ritmo acelerado, sem soltar gemidos-vibrato para não ferir ouvintes sensíveis, agora sim estou bem molhada, quase a vir-me, não consigo focar qualquer pormenor exterior, não tenho memória perceptível aqui, não há definição possível, sinto e pronto, venho-me sempre com a ausência de qualquer coisa, há quase uma ausência de tudo, há uma ausência de morte, fecho os olhos, a sensação é demasiado intensa para querer abri-los, e o reflexo de fechar é quase um querer congelar aquele instante em que os contornos do corpo parecem desaparecer e ando pela cama a regalar-me no imprevisível caminho do lençol, também este com um certo aroma a presença, cheiro de cama cheia, ocupada, e penso que é o único momento-só em que a morte não existe, em que não há qualquer noção capaz de, naquele preciso momento, definir-me enquanto coisa finita, vir-me altera-me na morte por completo, mas o tempo de tal êxtase, é curto, muito pouco, um encontro de troca imediata, sem o despertar dos ponteiros, sem um nítido pensar de morte, contudo tamanha ausência não consegue ser contínua, momentos de sensação extrema, momentos de vida, um atingir a altitude máxima do pensar em branco e voltar ao real/morte na consequente queda, é não conseguir manter a vida por mais que uma mão de segundos, portanto, a vida é o sentir em branco de um orgasmo e viver é fisicamente impossível, já que o corpo é incapaz de permanecer em constantes narrativas de convulsões orgásticas, eis a minha profunda conclusão...,tenho os dedos marcados por engelho, foram múltiplas as tentativas de ficar-me ali, acabei por fartar-me das quebras, da chatice que é quebrar no momento certo, de uma sensação que pára contra a vontade, levanto-me e arrefeço, tenho as pernas a escorrer em líquidos, que em parte desconheço, o esforço que me transpira, não estou a viver e desisto, de dedos tristes e deformados pelas dobras na pele, outrora tão potente e agora que a vejo com memória definida parece-me despida de imaginação, como se a masturbação fosse a única forma de entender que não há qualquer espasmo demorado, qualquer nota, por mais quase ida, enquanto vida, que morrer é isto, um caminho completamente descontínuo e que o futuro é sempre a aproximação do esquecimento, lavo-me ainda com o sabor do meu lado interno e volto a deitar-me, agora para dormir e sonhar com esses segundos inconsoláveis, dentro dos quais gostaria de ficar, segundos parados e uma sensação de vida fixa no meu corpo.

Quantos meses tem o ano na Uminho?

É árido e incerto o cenário do Ensino Superior para 2009. Vejamos o caso da Universidade do Minho, em apresentação recente do relatório de actividades o seu reitor, Guimarães Rodrigues, dá conta que o orçamento transferido pelo Governo para a instituição apenas representa 98,2% do orçamento correspondente a 2002.As projecções apontam para a impossibilidade da UM garantir as remunerações dos docentes e funcionários até ao final do ano. Em estimativa, não será possível garantir o pagamento dos vencimentos correspondentes a um mês. Depois de fechar portas durante quinze dias, de encerrar instalações como bibliotecas e efectuar uma redução no seu corpo de professores e funcionários a UM vê-se agora com um mês a menos na sua capacitação orçamental.

Mas o relatório de actividades da UM diz-nos mais, as propinas (apenas das licenciaturas) já perfazem 11% das receitas gerais da Universidade, sendo usadas não para melhoria e investimento da qualidade, como justificavam no passado os governos do centrão, mas para despesa corrente. Quanto à busca por receitas próprias (para além das propinas), que tem sido a bandeira liberalizante sempre defendida por Mariano Gago, é certo que apenas constituem cerca de 6% das receitas gerais mas mais significativo é observar que apenas a Escola de Engenharia é responsável por cerca de 50% dessa verba. Perante a impossibilidade de subirem as propinas (veremos até quando) não é difícil imaginar a necessidade de hierarquização de cursos, entre rentáveis e não rentáveis, por parte das universidades. É a lei do mais forte, sobrevivem os melhores, ou seja, os que rendem mais.

Sendo certos os números e a sua análise são questionáveis os moldes das reclamações da Reitoria da UM e despertam questões importantes. Centrar as reivindicações unicamente no plano da injusta repartição entre as instituições do país, salientando a dotação extraordinária para aquelas que cederam no plano da passagem a fundação (ex: ISCTE - 23%) em prejuízo das restantes e na defesa da manutenção dos factores de qualidade para o calculo orçamental é um movimento que pouco altera a relação de forças, acabando antes por fazer o jogo do Governo de lançar a competição e disputa entre as instituições. Diz a Reitoria que “A dimensão deste problema, e as suas implicações, ultrapassam a Universidade, e são de âmbito político, nomeadamente da política de desenvolvimento” o que é inteiramente correcto, o problema é o projecto neoliberal abraçado pelo partido socialista que mergulha o Ensino Superior no maior dos seus fossos financeiros, com o pretexto que o financiamento público é facilitador e dado a esbanjamento, atrasando a modernização das instituições que precisam de ser dinâmicas, empreendedoras e competitivas, o que na tradução neoliberal significa ir ao mercado buscar dinheiro. Curiosos tempos para se defender tal visão.

A resposta ao problema, por sua vez, apenas pode passar por um movimento, de âmbito nacional, capaz de reunir forças que contraponham resistências e alternativas a esse projecto a partir de eixos de lutas centrais e agregadores. O financiamento poderá ser um deles. A tarefa não é fácil, primeiro porque o processo vai já avançado, o RJIES foi aplicado com ténue resistência, legitimando organicamente os novos órgãos de gestão pouco democráticos e que abrem as portas das universidades aos banqueiros e empresários, Bolonha, apesar de todas as trapalhadas na sua aplicação, veio para ficar. Por outro lado o campo de resistência é marcado por eternas indefinições, o CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas) tem sido a voz mais crítica mas hesitante no que toca a reais acções de protesto, das associações académicas, para já as únicas capazes de coordenar acções de nível nacional, pouco se pode esperar, presas na sua maioria às lógicas clientelistas e à pouca ou nenhuma vontade de envolver os estudantes.

A solução passa pois por construir um trabalho de base, a partir dos colectivos e agrupamentos de alunos em ligação com professores e funcionários, que centre a sua acção nos problemas do dia-a-dia mas que vá mais além, que perceba que as próprias universidades são campos contraditórios e não homogéneos neste embate, e aproveitar, onde for possível, os processos de eleições para os novos órgãos para congregar aqueles que se revêm na defesa de um ensino publico, democrático e para todos.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

campanha da «Não te Prives»: porque hoje é DIA D@S NAMORAD@S...

esquerda altermundialista reorganiza-se no Estado Espanhol...

Nuestra nueva estrella es una suma de triángulos, una suma de causas y banderas que convergen todas en el mismo punto. Desde este punto parten juntas, para crear una estrella en perspectiva, la perspectiva de una nueva izquierda que crece en el calor de las luchas.

Una nueva izquierda que se construye a sí misma, que es abierta y plural. Un nuevo símbolo de la izquierda anticapitalista que sólo pretende hacer una pregunta: y... ¿por qué no?


o próprio desenhador do novo logotipo faz uma pequena apresentação (escrita) do mesmo...
nos seguimos sintiendo representados por la estrella de 5 puntas, símbolo de la izquierda y del internacionalismo. También nos vestimos con los 3 colores que son nuestras banderas: el rojo, nuestra lucha revolucionaria por el socialismo, contra un sistema económico devastador; el violeta, que es el color de las luchas feministas, nuestra bandera contra el sistema patriarcal; y el verde, abrazando un ecologismo militante, la defensa de la supervivencia de nuestro planeta de un sistema que lo conduce a su propia autodestrucción.

"chamamento à consciência"

Falar é fácil ó meu!

Eu não queria acusar a Câmara da Nazaré de estar com medo d'O Clube do Pensamento e de ter organizado a Tertúlia Nazarena como forma de distrair as atenções e alegar que também quer debater assuntos, sendo, no entanto assuntos fora da actualidade política...
Mas se calhar tenho de o fazer.

O Clube foi no dia 30 anunciado com grande antecedência, a Tertúlia foi no dia 24 anunciada sem antecedência.
Nota final: estava prometida uma tertúlia a cada 3 semanas. Seria hoje... Agora??

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Qual é a tua opinião aluno?

Os alunos esses bonequinhos amestrados pelo ministério da educação e pelos órgãos de gestão das escolas são completamente desrespeitados em termos de intervenção política e crítica directa nessas mesmas escolas. A escola enquanto meio de cidadania, de intervenção, de escolha, de crítica, de pensamento e sobretudo de aprendizagem é visto pelos alunos acima de tudo como um fardo que temos de enfrentar por imposição moral dos nossos pais e do sistema (passa-se o mesmo com a catequese, mas sobre isso escreverei numa próxima oportunidade) …
Aquilo que Abril me ensinou foi diferente… Muito diferente.

Os valores de esquerda que respeito, porque luto e com os quais quero guiar a minha vida ensinaram-me que não nos podemos conformar perante esta injustiça social que nos impingem dia a dia e que passa por baixo do nosso nariz diariamente – Estuda e Cala! É esta imposição de consciências que desrespeita o espírito crítico dos alunos que formatou e “standardizou ” o sistema educativo em Portugal ao longo dos anos. Os sucessivos governos, a única coisa que fizeram foi discutir os problemas educativos com professores, com sindicatos e funcionários … ao mesmo tempo os concelhos educativos o que fazem é precisamente a mesma coisa discutir os problemas, objectivos e a gestão escolar com professores, sindicatos e com funcionários mas afinal de contas onde ficam os alunos nesta história toda? É esta imposição de medidas e a não discussão de certos problemas com os alunos que faz com que os alunos se desmarquem das políticas educativas (essências a uma formação consciente) e que faz com estes face à política assumam uma atitude de completo de desprezo.

E até posso colocar alguns exemplos concretos: desde os exames nacionais às aulas de substituição… Desde as turmas sobrelotadas à não adaptabilidade dos professores aos alunos com necessidades especiais… Desde o novo estatuto do aluno ao ensino obrigatório… Desde o novo modelo de gestão da escola aos manuais inadaptados à matéria curricular… Tudo isso são coisas que afectam directamente os alunos e que na minha opinião mereciam também que os alunos tivessem alguma voz… O que acontece é que o sistema educativo só se preocupa com uma parte da comunidade escolar. Os alunos representados democraticamente pelas AE´s tem o direito a uma opinião, é o mínimo que se pode fazer em nome da Democracia na escola. A educação é uma necessidade, mas é também um direito, um direito de Abril…

O que eu peço é sensato (fizemo-lo, no Bloco, em relação à educação sexual e os resultados estão à vista de todos)... e não poderia definir melhor a minha opinião se não parafraseando uma frase de uma perspicácia enorme de um grande camarada meu, José Soeiro: “Democratização da política é nos dizermos às pessoas que têm que ter uma opinião sobre aquilo que as afecta, é nos termos uma palavra a dizer (...) é por isso que nós falamos na educação para a cidadania, educar os jovens para a democracia, para quando eles forem grandes participarem… Não! a educação tem que ser feita na cidadania, não é educação para a democracia mas educação na cidadania. As escolas têm que ser já em si um espaço de cidadania, de participação."

Pinta-mos nas Costas que eu deixo!

Por outro lado, sua Excelência escapou-se! Mais uma vez, escapou-se!

Cada vez mais somos nós todos a pagar para estes poucos. Bebem em copos de gambrinus, mas hão de pagá-las!

O futebol é tema a tratar mais tarde e com profundidade. Ignacio Ramonet é que tem uns textos muito engraçados sobre todo o sistema que é a bola: os seus (d)efeitos na nossa vida quotidiana; a linguagem de guerra e o capital que gira em torno destas brincadeiras...
Não apanhamos o Pinto da Costa, não se descosem os árbitros, mas vamos ver o que acontece com o Isaltino para ver se nos dá alguma paz de espírito. Phonix.

I Sal Tino? Onde está o sal?


Ufa!
Finalmente um bocadinho de fumo no caso Povo vs Morais.
A ver se acontece alguma coisa e se retiramos a gestão da coisa pública desta malta que se vai apropriando aos poquinhos, aos poquinhos...

Trago só aqui uma pequenina pérola. O 554º edital da Câmara de Oeiras em 2008 (mais de um por dia). Neste edital é clara a camaradagem de Morais que deixa os funcionários celebrar o natal e passagem d'ano "junto dos seus familiares".

A mim não me parece nenhuma avaria!
Mas obrigado Sr. Morais pela sua bondade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

jumbo

Se Sócrates parir uma moção em Fevereiro têm entregas grátis até ao fim do ano em Jumbo.pt .

MayDay!! MayDay!!


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Há dois anos atrás arrancou a primeira iniciativa "MayDay!!" em Lisboa. Este primeiro "MayDay!!" juntou algumas centenas de pessoas que gritaram contra a precariedade na vida. O ano passado, em 2008, o número de vozes aumentou para mais de 1000. Este ano já houve uma primeiríssima Assembleia do MayDay!!Porto, dinamizada pelo FERVE, que juntou algumas dezenas de precárias e precários com vontade de mudar as suas vidas. Também em Lisboa o "MayDay!!" irá arrancar na próxima semana com a sua primeira Assembleia. Até lá!

Depois de 2007 e 2008 estamos de volta para juntar todas as vozes que gritam contra a precariedade na vida.


Junta-te à primeira Assembleia:

1.ª Assembleia MayDayLisboa 2009 ::: Dia 18 Fev ::: 4.ªf ::: 21h ::: no CEM* :::
* Rua dos Fanqueiros, nº150, 1º andar ::: metro - Rossio

- ver mapa: http://www.c-e-m.org/?page_id=64

Carta Aberta a Francisco Louçã

Agradeço-te Francisco porque hoje falaste da Res publica!
Havia em comentário anterior, assinalado um certo namoro que se iniciou aí do judicial com o mediático, levado ao seu cúmulo pela Sra. Cândida, no mesmo espaço de entrevista em que falas neste momento, de Judite de Sousa, para acalmar o POVO sobre o crime económico de que é suspeito o tio ou o sobrinho, já me confundi toda...
Sócrates que se pensa ter existido pelos relatos de Platão - sr. que escreveu a por sua vez a Republica - os paradoxos são infelizes como as coincidências e a promiscuidade que por si só não tem nada de condenável, tem na separação de poderes o exponencial demonstrativo do estado da arte deste cantinho de país.
Pois bem chamaram aos MEDIA o 4º Poder. Eu não sei mas preferia uma 4ª República ou 4ªGlobal, ou...
E tanto é que fazem a reportagem especial As procuradoras, estilo ALIAS mas com gente bem menos sexy...
E tanto é que neste mesmo momento assisto a um belo programa Mediatismo e Política, pena é que não adivinhe mais nada.
Algo vai podre no reino desta comarca.

Tomando as palavras do sobrinho... «não era com esta que me iam vencer».

Obrigada Chico por fazeres visível o invisível!

há dois aninhos só consegui ir dormir depois de comprar o jornal com esta capa fantástica!!! :P

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Padre Marujo não vá ao mar que o mar está ruim.

Padre Marujo está certo: quem se mete nestas aventuras expõe a sociedade a feridas profundas. Na verdade uma amputação, lobotomia ou mastectomia são terapias radicalmente preventivas recomendadas em casos de cancro em estadio III ou mais (estou a armar-me em Mª de Belém) ou gangrenas profundas.
Perguntemo-nos se a metáfora é producente no nosso cantinho de país? Digo metáfora porque insídia e ironia são recursos que já foram apropriados por alguns despites humanos desta terra.
Outras metáforas...
... podem ser (re)lembradas já no senso comum deste nosso censo popular, secular e leigo, Graças a deus*, "prevenir é melhor que remediar" e é de prevenção, mais uma vez, que nos falam. Prevenção essa que pela ira do senhor do velho testamento que trouxe ao mundo - não só uma grande barragem chinesa e uma arca que seria talvez um OVNI, como também - a Cida (diminutivo de Mª Aparecida, empregada doméstica nascida em Salvador da Baía) para fazer a limpeza desta gente Omosexual, marca do seu detergente preferido
... ok, a limpeza total ou terapia radical é, como nos diz a sagrada escritura (ainda mal paga num crédito de mais de 2000 anos), a arma típica de intervenção do altíssimo, embora Nós Cá por Baixo preferimos intervenções sociais, culturais, políticas, entre outras, para alcançar transformações inclusivamente legais o que não é vulgo lex no método clerico-episcopal. Não se estranha portanto a forma arrebatada como a CEP nos manifesta a sua preocupação que obviamente se prende com estratégia e táctica, Sun Tzu mesmo, em ano de tantas eleições, porque a política também é criação divina certamente e há uns que são filhos e outros enteados, claro está!
... chave-d'ouro: as coincidências! sempre sempre, sem qualquer espírito conspirativo, vejo coincidências estranhas e perturbadoras nestas coisas que anunciam pela Rádio Renascença:
- a palavra crise pode assumir não só o significado financeiro como toda uma panóplia de sentidos desde que distraiam o leitor do que se discute para algo que soa a urgente e prioritário, logo ameaça, logo a crise deve ter sido produto dum Casino Gay;
- sai-me esta notícia comentada por Vitalino Canas que já foi comentador da VI Convenção do BE, ou seja, a ERC está distraída porque só ele e o Vitorino (e ambos rimam vejam lá) fazem mais tempo que o Marcelito, usou a palavra entidade e instituição;
- sai-me esta notícia depois de José Sócrates ter dito que "anda aí um filme chamado Milk... presumo", presume o quê? não viu, não percebeu, não sabe quem é Gus van Sant e só queria usar um palavrão fancy enquanto dizia leite em inglês;
- sai-me esta notícia no dia em que se comemoram dois anos de vitória SIM! - ivg - e os 200 anos de Darwin (...) algo de pouco plausível misturou ideias biopolíticas de posse sobre o corpo e ideias de evolução biológica e selecção tudo numa mesma bandeja, ver leilão de hímens mais abaixo;
- posto isto, gostava de me assumir como bióloga creacionista e dizer-vos então a verdade: temos polegar porque somos filhos de deus com um macaco daí os ângulos formados pelo polegar e indicador em círculo terem o formato exacto duma banana, Eva era uma grande bisca e Adão apenas era mau na cama por isso ela disse vai la comer uma maçã enquanto brinco aqui com esta serpente, o hímen nas mulheres não existe para se guardar até ao casamento nem prova que já fomos anfíbios, serve apenas para ser leiloado na internet... por estas razões entre tantas outras a homossexualidade é realmente anti-natural porque a natureza que estes pastores morais nos explicam é apenas irreal, surreal, não, porque isso é muito gay também;
- Helena Pinto acertadamente falou em separação de águas, como dizia alguém, Adeus não, Amaomé que tem truques com água e é bem mais divertido, mas isto depois misturava homossexuais e terrorismo, não vamos por aí;
- por isso como dizia o amigo: o meu nome é Harvey Milk e estou a recrutá-los! Por isso vem e senta-se à esquerda do pai que a direita já está cheia deles.


*deus escreve-se com letra pequena, a direito por linhas tortas, enquanto outras leis não se escrevem com letra alguma

Xeque-Mate!!


Tenho que vos deixar esta faixa do Zeca.
Dedico-a aos Bispos, naturalmente...

Dedico-a pelas suas posições intransigentes, cheias de convicção da certeza absoluta e divina!
Ninguém pede opinião da Igreja até porque já a sabemos. Fôssemos levados pelos padres deste mundo e ainda hoje se diria que o planeta é cúbico e que a trovoada aparece como castigo dos nossos pecados!
Pecado pecado é impedir que as pessoas sejam felizes. É isso. Mas vamos ter que aturar os Bispos e as Tétés do costume nestas andanças sobre o direito a ser-se indivíduo.

Arcebispiada!
há dois aninhos, eu esperava ansiosamente o encerramento das urnas nos Açores para que então as tv's divulgassem as primeiras projecções de resultados da sondagem à boca da urna... para depois desatar aos saltinhos infantis!! GA-NHA-MOS!! GA-NHA-MOS!!

(to be continued...)

Sócrates twitter?

A internet acompanha o debate quinzenal pelo Twitter aqui.

SiM!! foi bonita a festa, pá... e (quase sem darmos por isso) já se passaram dois aninhos...

... durante vários meses (no finalzinho de 2006 e ainda em 2007 até 9 de Fevereiro [último dia de campanha para o referendo]), tod@s nos fizemos um pouquinho heroínas e heróis duma batalha que se arrastava há mais de 30 democráticos anos neste Portugalinho, mas [no dia 11 de Fevereiro de 2007] ganhámo-la!!!
com essa vitória [e a concomitante despenalização do aborto] este país deu um bom passo em frente na modernidade [deixando de ser presas mulheres pela prática de aborto até às dez semanas] e (principalmente!) as mulheres (em Portugal) passaram a ter plenas condições de gerirem a sua capacidade reprodutiva [ainda que só até às dez semanas]...

Clica para ver um vídeo com imagens sortidas de alguns eventos de campanha de vários dos movimentos do SiM!...

Sem lenço, sem documento...

Nem casamento nem Família pode resultar de uma relação Homossexual!

Diz Morujão. Um senhor que tirou um curso e foi para padre. Subiu na carreira e já é Bispo (talvez o equivalente a Director nalgumas empresas). Mas este senhor é um senhor de caridade, de benfeitoria, de amor a deus. Tudo o resto é incompreensível para ele.

Repugna-me quem de forma persistente vai arruinando a vida a tanta gente. Estes que fazem estas campanhas negras como quem anda de cruz atrás de vampiros. Como se as pessoas não fossem pessoas, fossem de pau ou sei lá.
Não é por obra e graça de Sócrates mas tem de se dar a toda a gente a dignidade de ser pessoa. Porque entretanto a humanidade vai-se "ratando" no mais íntimo e mais importante...

"Não é fiável quem se mete nestas aventuras em que a sociedade fica exposta a feridas profundas"?? Santa Ignorância!