terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O que eu não sei é jogar
Não é uma questão de pontaria (sei bem para onde aponto), é mais uma questão de saber estas regras.
O José Mário Branco, a propósito de saber jogar (e de ter a altura certa para jogar) cantava que "Ser anão não é coisa do corpo, é forma do espírito morto".
Parece que na bola as divergências se diluem e António Trindade preside, com Teresa Coelho o Clube de Ténis da Nazaré. Ainda a acrescentar, segundo a notícia, Vasco Azeitona e Paulo Marques. Mais, claro, Emanuel Tomaz.
Parafraseando alguém, eu não quero insinuar nada... Mas vamos ter um ano repleto de revelações.
Eu é que não entro nesse jogo!
"'tá o mar a partir tude!"
Destas gosto especialmente, mas é uma pequena amostra da grande qualidade e quantidade de marchas geniais.
Constâncio admite que a economia deverá comportar-se pior do que as previsões
música pelo buraquinho apertadinho do senhorzinho!
Esta humilde contribuição para a sacrossanta glória da burrice! Não lhe proponho feriado comemorativo, porque todos os dias ela já é gloriosamente festejada!Sobre o Prós e Contras de ontem, mas também sobre todo o paleio que virá por aí com a Homofobia como estandarte! Ontem ainda ouvi pérolas como "não admito que me chame homofóbico!" de pessoas que estavam ali só mesmo por acharem que assuntos que não são deles, lhes dizem respeito.
DediCÚ-vos três pequenas músicas.
Pelo Buraco, de Beatriz Azevedo; Sabor de Burrice de Tom Zé e Homens de Manu Chao. . Tudo em português para que não seja preciso muito esforço.
Dedicú-vos, caros amigos e amigas deste mundo pior que é possível (e provável?)!
Abreijos.
Como se fazem perguntas ao contrário? Como ao contrário não se fazem respostas?
1 - Sim 43%
760 votantes
2 - Não 57%
992 votantes
Público.pt
Ou como baralhar as coisas:
Acha que devia ser referendada a decisão de referendar a legalização do casamento homossexual?
Acha que devia ser legalizada a decisão de referendar o casamento?
Acha que a decisão do casamento deve ser legalizada em referendo?
Acha que o seu casamento pode ser decidido legalmente por referendo?
Acha legal algum referendo que decidida sobre casamento ou contenha a palavra homossexual?
Acha que alguma destas palavras ainda tem sentido?
É frequente em muitas reportagens dos nossos ricos jornalitos perguntas directas sobre orientação sexual, práticas homossexuais de famosos e coisas do género. Continua-se a pensar que isto é uma pergunta válida ou formulável...
Eu continuo a insistir que ninguém tem nada que perguntar assim como ninguém tem nada que responder.
Inquéritos de formatação enviasada para desformatar as nossas cabeças, devem ser impugnados.
TRADUÇÃO JUDAICO-CRISTÃ:
NÃO REFERENDEM O MEU CASAMENTO QUE EU NÃO REFERENDAREI O VOSSO
temos uma batalha para ganhar: vamos ao trabalho???!!
é (mais) uma batalha que se nos impõe: ganhar(mos) a geração século XXI para a luta contra a homo-bi-trans-fobia!!
tosse, rouquidão, uma certa incomodidade... sintomas claros de homofobia??
estou [bastante entretido] a ver o «Prós e Contras» da RTP, sobre o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo... ao longo do programa tenho vindo a notar uma estranha coincidência: o mero pronunciar das palavras "homossexual", "gay" ou "lésbica" parece tornar a garganta seca aos defensores do NãO... aquelas pessoas têm assomos de tosse seca, incomodidade na fluência da voz, uma certa rouquidão, diria que uma quase dislexia.sintomas claros de homofobia? parece-me bem que sim!! com bastante pena tenho de admitir que neste país ainda há pessoas que não vivem na Modernidade...
a bifobia está a sair do armário
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
eles somos nós
Vale a pena ir ver Milk. Não apenas pela extraordinária interpretação de Sean Penn. Mas também porque é um filme que nos toca e nos ensina muito. É um filme sobre um homem e sobre uma rua, mas é mais do que isso. Tem a história de um movimento, ao mesmo tempo que não é um filme apenas sobre o passado, porque nos interpela. A votação na Califórnia contra os direitos dos homossexuais, no mesmo dia da eleição de Obama, vem-nos lembrar isto mesmo.
O filme retrata, basicamente, o percurso de Harvey Milk desde que, chegado a São Francisco nos anos 70 com o seu namorado, se viu empurrado para o activismo. Assistimos à pujança da discriminação e percebemos a força que o movimento ganhou quando os gays se apercebem do seu poder enquanto consumidores. As primeiras campanhas de organização de um mercado rosa ou de alianças com sindicatos para boicote a determinados produtos fazem o seu caminho e mostram no filme o seu impacto.
Mas o filme mostra-nos também como nasce um movimento, uma identidade colectiva em torno da condição a que uma orientação sexual minoritária remete as pessoas na nossa sociedade: o confronto com a polícia, a violência quotidiana muitas vezes com a cumplicidade das forças de segurança, as redes de sociabilidade relativamente clandestinas, as estratégias colectivas de defesa, a construção de uma área crescentemente libertada - uma zona de autonomia dentro da sociedade homofóbica... Tudo isso está lá.
A dificuldade da vida quando a urgência do activismo toma o tempo todo, nomeadamente o tempo do amor e das pequenas coisas, está também neste filme. Como está essa profunda ligação entre a política e a vida que as lutas deste tipo necessariamente envolvem. Como diz Milk a certa altura, a luta pelos direitos dos gays não era apenas uma discussão sobre empregos ou sobre ideologia: era uma discussão sobre os gays, as lésbicas e os e as trans terem o direito a viver e a ter lugar naquele país e neste mundo, condenados que estão, tantas vezes, ontem como hoje, à violência que os maltrata ou que os mata, ao suicídio e à impossibilidade de serem livremente quem são - e felizes.
Milk não é um revolucionário na definição que muitos temos da palavra. No filme, percebe-se que Milk não está muito preocupado em alterar radicalmente as regras do jogo político: ele adapta-se às lógicas da campanha e, uma vez eleito, às lógicas da negociação de leis, da troca de apoios, do jogo mediático e de construção da simpatia popular, da contenção da radicalidade da raiva das multidões na rua. Usa pragmaticamente todas as lógicas do sistema a favor da sua causa. Mas isso, em si mesmo, não parece ser o mais importante naquele filme. Milk é ali, sobretudo, um homem de coragem e, nesse sentido profundo, certamente um revolucionário. Alguém que faz da sua identidade uma luta e que se vê, mais do que um político a tratar da sua vida, como uma voz do movimento nas instituições. Algumas das cenas mais comoventes do filme são as que o põem no meio desta confusão, com os dramas da vida a bater-lhe à porta, como batem à porta de todos os que já se envolveram nestes combates - por exemplo, jovens que lhe telefonam a dizer que foram expulsos de casa, ou que se querem matar ou a tentar perceber se, como sempre lhes disseram, o insulto é a única forma que têm de se definir.
Em Portugal, estamos ainda muto atrasados nesta matéria. Não apenas pela discriminação feroz que sectores conservadores continuam a fazer, como a Conferência Episcopal, que não cessa de incitar ao ódio, à intolerância e à exclusão, mas também porque a sociedade portuguesa é de uma enorme hipocrisia. Das nossas figuras públicas homossexuais, dos deputados aos actores, temos ainda demasiado poucas a dar a cara contra a discriminação afirmando que "eles somos nós". E isso é simultaneamente uma causa e uma consequência do atraso: as pessoas sentem-se menos à vontade e, mantendo a invisibilidade, não forçam as mudanças.
No filme Milk, há uma intensa discussão no meio de uma campanha em que o protagonista diz esta coisa simples para um grupo de activistas. É importante dizer gay e é importante que muita gente se assuma, por uma razão simples: é que assim a generalidade das pessoas percebe que os homossexuais não são seres estranhos a viver noutro planeta, mas os amigos, os vizinhos, os vendedores, os colegas de trabalho, os deputados em que votaram e os professores dos miúdos lá na escola. São as pessoas a quem todos nós apertamos a mão normalmente todos os dias. Quando olharmos para o lado e percebermos isso, metade do caminho contra a homofobia estará percorrido.
José Soeiro
Não lhes viramos a cara !
No sábado dia 7 de Fevereiro uma manifestação em Madagascar acabou em 23 mortos, num bruto massacre ordenado pelas forças do governo.
Em duas semanas de protestos já foram mortas 125 pessoas…
E como se isso não bastasse os manifestantes não estavam armados, a única força que tinham era a coragem.
Mas estranha-se o silêncio da comunidade internacional não?
Resposta simples: “Madagascar abriu suas portas para muitas companhias estrangeiras, que estão explorando petróleo, ouro, cobalto, níquel e urânio.”
Podes ver aqui as fotos do massacre.
pássaros nocivos...
Mas onde estão os verdadeiros culpados?
Nas entrelinhas da justiça?
um passo à frente ou um passo atrás?
Não tenhamos dúvidas: o povo Venezuelano está com ele ou pelo menos a grande maioria. E não tenhamos dúvidas: Chavez esteve lá quando foi necessário proteger os empregos das pessoas, quando os campesinos necessitaram de apoios de sobrevivência e quando foi preciso mandar o imperialismo para o “Cararro”…
Mas também lá esteve na perseguição à oposição interna, na sabotagem das eleições e continua a estar assobiando para a estrondosa inflação.
Não tenho uma posição concreta, admito. Fez coisas boas e fez coisas más mas de uma coisa tenho a certeza:
alguém que referenda uma eleição intemporal e que diz que “sem mim não há revolução” só tem um nome, um único nome – ditador. Quer se goste ou não das políticas dele.
Digam de vossa justiça. Eu acho que não era isto que Bolivar queria mas quem sou? Eu mero observador de fora – o povo é soberano ele que diga de sua justiça.
Carnaval dos meus encantos
O edital da reunião pode ser consultado aqui.
Vai considerar-se o Troço Sul do Caminho Real da Pederneira como de Interesse Municipal. Estou curioso sobre o interesse que terá o resto do Caminho. Ou é por partes? Mas tem de ser assim. Há um hotel para abrir, o do investidor Serafim, que está fartinho de anunciar que não tem entrada.
Depois há o empréstimo bancário para a construção do Centro Escolar da Nazaré. É a segunda vez que este assunto vem à AM. Uma escola de 1,5 milhões de euros, fica, após empréstimo pago, em mais de 3 milhões de euros. Bom negócio não é? Depois há ainda um "empréstimo de curto-prazo sobre a forma de conta-corrente caucinada": ou seja, estamos à rasca, não há dinheiro, e esta é a nossa única hipótese de continuar as BigPromessas! Na pasta da documentação vem ainda o projecto do Teleférico da Nazaré (mais um à imagem da Expo98, todo futurista e xpto). Não é que não faça um jeito do caraças um transporte para a Pederneira... É só que, de repente, parece que vai ser feito num ano o que não foi feito em 15. Alguém acredita?
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Lamento imenso não poder partilhar convosco a documentação toda da Assembleia mas é mesmo por culpa da Câmara. Desde a primeira Assembleia que exijo que a documentação seja entregue em formato digital (já apresentei propostas de alteração de regimento, inclusivé). Não foi possível por causa daqueles que me dizem "eu já ando nisto há muitos anos...!".
Portanto, caros concidadãos, eu e mais uns poucos somos os únicos iluminados e capazes de estudar e decidir os assuntos da Terra.
A vocês resta-vos... Rezar? Ou votar. É idêntico... É tudo ao domingo!
Elogio da masturbação
Comecei a masturbar-me enquanto via o maestro António Vitorino de Almeida no seu programa televisivo, de sons e tempos. Comecei de forma um pouco indecisa, sem saber bem, qual o meu interesse em criar tal sessão, talvez por estar muscularmente descontraída, horizontalmente confortável, talvez por ser uma noite fria, nas noites frias normalmente refugio as minhas mãos geladas no meu corpo quente, perto da pélvis, ficam demasiado próximas do sexo, é impossível não ouvir o grito do encanto genital a chamar por mim...,comecei lentamente e sem grande excitação, até porque, em termos de fantasia estimulante, olhar para o maestro e assistir à poluição sonora de um filme pornográfico, gritos-hipérboles, cenários e sequências de rir pelo ridículo, com postas de carne decorativas a fazerem coisas do melhor, provoca-me uma sensação semelhante, sinto uma inevitável vontade de ser-me assexual, de fazer-me coisa sem sexo, já tinha começado a tocar-me e pensei que seria de mau tom parar ali, com os dedos bem dentro, a excitação demorou muito a vir, ainda muito seca, cansada de insistir no auto-manejo, mas ainda muito seca, continuo a olhar, mas agora, vejo-o de modo totalmente diferente, a imagem aparece centrada no percurso das mãos, as mãos a invadirem as teclas, e eu a sentir uma enorme necessidade de ter a violenta eficácia daquelas mãos devoradoras de notas, no gesto perigosamente automático, aquela melodia tão audível quanto imperfeita, sons sem casa e uma estabilidade assustadora, necessidade de ter aquela dinâmica formal com um carregar incoerente no meu clitóris, uma partitura de Debussy no meu húmido espaço aberto, começava agora a sentir que valia a pena continuar com as duas mãos, a esquerda no interstício, a direita no ponto exacto, continuava a apreciar todos os meus movimentos, mantinha o corpo em rebeldes embalos, até que os dedos começam a deslizar com uma facilidade que mereceu a minha aprovação, estava praticamente livre, o programa acabou e eu fico atenta ao desequilíbrio do pensamento, respiro em ritmo acelerado, sem soltar gemidos-vibrato para não ferir ouvintes sensíveis, agora sim estou bem molhada, quase a vir-me, não consigo focar qualquer pormenor exterior, não tenho memória perceptível aqui, não há definição possível, sinto e pronto, venho-me sempre com a ausência de qualquer coisa, há quase uma ausência de tudo, há uma ausência de morte, fecho os olhos, a sensação é demasiado intensa para querer abri-los, e o reflexo de fechar é quase um querer congelar aquele instante em que os contornos do corpo parecem desaparecer e ando pela cama a regalar-me no imprevisível caminho do lençol, também este com um certo aroma a presença, cheiro de cama cheia, ocupada, e penso que é o único momento-só em que a morte não existe, em que não há qualquer noção capaz de, naquele preciso momento, definir-me enquanto coisa finita, vir-me altera-me na morte por completo, mas o tempo de tal êxtase, é curto, muito pouco, um encontro de troca imediata, sem o despertar dos ponteiros, sem um nítido pensar de morte, contudo tamanha ausência não consegue ser contínua, momentos de sensação extrema, momentos de vida, um atingir a altitude máxima do pensar em branco e voltar ao real/morte na consequente queda, é não conseguir manter a vida por mais que uma mão de segundos, portanto, a vida é o sentir em branco de um orgasmo e viver é fisicamente impossível, já que o corpo é incapaz de permanecer em constantes narrativas de convulsões orgásticas, eis a minha profunda conclusão...,tenho os dedos marcados por engelho, foram múltiplas as tentativas de ficar-me ali, acabei por fartar-me das quebras, da chatice que é quebrar no momento certo, de uma sensação que pára contra a vontade, levanto-me e arrefeço, tenho as pernas a escorrer em líquidos, que em parte desconheço, o esforço que me transpira, não estou a viver e desisto, de dedos tristes e deformados pelas dobras na pele, outrora tão potente e agora que a vejo com memória definida parece-me despida de imaginação, como se a masturbação fosse a única forma de entender que não há qualquer espasmo demorado, qualquer nota, por mais quase ida, enquanto vida, que morrer é isto, um caminho completamente descontínuo e que o futuro é sempre a aproximação do esquecimento, lavo-me ainda com o sabor do meu lado interno e volto a deitar-me, agora para dormir e sonhar com esses segundos inconsoláveis, dentro dos quais gostaria de ficar, segundos parados e uma sensação de vida fixa no meu corpo.
Quantos meses tem o ano na Uminho?
Mas o relatório de actividades da UM diz-nos mais, as propinas (apenas das licenciaturas) já perfazem 11% das receitas gerais da Universidade, sendo usadas não para melhoria e investimento da qualidade, como justificavam no passado os governos do centrão, mas para despesa corrente. Quanto à busca por receitas próprias (para além das propinas), que tem sido a bandeira liberalizante sempre defendida por Mariano Gago, é certo que apenas constituem cerca de 6% das receitas gerais mas mais significativo é observar que apenas a Escola de Engenharia é responsável por cerca de 50% dessa verba. Perante a impossibilidade de subirem as propinas (veremos até quando) não é difícil imaginar a necessidade de hierarquização de cursos, entre rentáveis e não rentáveis, por parte das universidades. É a lei do mais forte, sobrevivem os melhores, ou seja, os que rendem mais.
Sendo certos os números e a sua análise são questionáveis os moldes das reclamações da Reitoria da UM e despertam questões importantes. Centrar as reivindicações unicamente no plano da injusta repartição entre as instituições do país, salientando a dotação extraordinária para aquelas que cederam no plano da passagem a fundação (ex: ISCTE - 23%) em prejuízo das restantes e na defesa da manutenção dos factores de qualidade para o calculo orçamental é um movimento que pouco altera a relação de forças, acabando antes por fazer o jogo do Governo de lançar a competição e disputa entre as instituições. Diz a Reitoria que “A dimensão deste problema, e as suas implicações, ultrapassam a Universidade, e são de âmbito político, nomeadamente da política de desenvolvimento” o que é inteiramente correcto, o problema é o projecto neoliberal abraçado pelo partido socialista que mergulha o Ensino Superior no maior dos seus fossos financeiros, com o pretexto que o financiamento público é facilitador e dado a esbanjamento, atrasando a modernização das instituições que precisam de ser dinâmicas, empreendedoras e competitivas, o que na tradução neoliberal significa ir ao mercado buscar dinheiro. Curiosos tempos para se defender tal visão.
A resposta ao problema, por sua vez, apenas pode passar por um movimento, de âmbito nacional, capaz de reunir forças que contraponham resistências e alternativas a esse projecto a partir de eixos de lutas centrais e agregadores. O financiamento poderá ser um deles. A tarefa não é fácil, primeiro porque o processo vai já avançado, o RJIES foi aplicado com ténue resistência, legitimando organicamente os novos órgãos de gestão pouco democráticos e que abrem as portas das universidades aos banqueiros e empresários, Bolonha, apesar de todas as trapalhadas na sua aplicação, veio para ficar. Por outro lado o campo de resistência é marcado por eternas indefinições, o CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas) tem sido a voz mais crítica mas hesitante no que toca a reais acções de protesto, das associações académicas, para já as únicas capazes de coordenar acções de nível nacional, pouco se pode esperar, presas na sua maioria às lógicas clientelistas e à pouca ou nenhuma vontade de envolver os estudantes.
A solução passa pois por construir um trabalho de base, a partir dos colectivos e agrupamentos de alunos em ligação com professores e funcionários, que centre a sua acção nos problemas do dia-a-dia mas que vá mais além, que perceba que as próprias universidades são campos contraditórios e não homogéneos neste embate, e aproveitar, onde for possível, os processos de eleições para os novos órgãos para congregar aqueles que se revêm na defesa de um ensino publico, democrático e para todos.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
esquerda altermundialista reorganiza-se no Estado Espanhol...
Nuestra nueva estrella es una suma de triángulos, una suma de causas y banderas que convergen todas en el mismo punto. Desde este punto parten juntas, para crear una estrella en perspectiva, la perspectiva de una nueva izquierda que crece en el calor de las luchas.Una nueva izquierda que se construye a sí misma, que es abierta y plural. Un nuevo símbolo de la izquierda anticapitalista que sólo pretende hacer una pregunta: y... ¿por qué no?
o próprio desenhador do novo logotipo faz uma pequena apresentação (escrita) do mesmo...
nos seguimos sintiendo representados por la estrella de 5 puntas, símbolo de la izquierda y del internacionalismo. También nos vestimos con los 3 colores que son nuestras banderas: el rojo, nuestra lucha revolucionaria por el socialismo, contra un sistema económico devastador; el violeta, que es el color de las luchas feministas, nuestra bandera contra el sistema patriarcal; y el verde, abrazando un ecologismo militante, la defensa de la supervivencia de nuestro planeta de un sistema que lo conduce a su propia autodestrucción.
Falar é fácil ó meu!
Eu não queria acusar a Câmara da Nazaré de estar com medo d'O Clube do Pensamento e de ter organizado a Tertúlia Nazarena como forma de distrair as atenções e alegar que também quer debater assuntos, sendo, no entanto assuntos fora da actualidade política...Mas se calhar tenho de o fazer.
O Clube foi no dia 30 anunciado com grande antecedência, a Tertúlia foi no dia 24 anunciada sem antecedência.
Nota final: estava prometida uma tertúlia a cada 3 semanas. Seria hoje... Agora??
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Qual é a tua opinião aluno?
Aquilo que Abril me ensinou foi diferente… Muito diferente.
Os valores de esquerda que respeito, porque luto e com os quais quero guiar a minha vida ensinaram-me que não nos podemos conformar perante esta injustiça social que nos impingem dia a dia e que passa por baixo do nosso nariz diariamente – Estuda e Cala! É esta imposição de consciências que desrespeita o espírito crítico dos alunos que formatou e “standardizou ” o sistema educativo em Portugal ao longo dos anos. Os sucessivos governos, a única coisa que fizeram foi discutir os problemas educativos com professores, com sindicatos e funcionários … ao mesmo tempo os concelhos educativos o que fazem é precisamente a mesma coisa discutir os problemas, objectivos e a gestão escolar com professores, sindicatos e com funcionários mas afinal de contas onde ficam os alunos nesta história toda? É esta imposição de medidas e a não discussão de certos problemas com os alunos que faz com que os alunos se desmarquem das políticas educativas (essências a uma formação consciente) e que faz com estes face à política assumam uma atitude de completo de desprezo.
E até posso colocar alguns exemplos concretos: desde os exames nacionais às aulas de substituição… Desde as turmas sobrelotadas à não adaptabilidade dos professores aos alunos com necessidades especiais… Desde o novo estatuto do aluno ao ensino obrigatório… Desde o novo modelo de gestão da escola aos manuais inadaptados à matéria curricular… Tudo isso são coisas que afectam directamente os alunos e que na minha opinião mereciam também que os alunos tivessem alguma voz… O que acontece é que o sistema educativo só se preocupa com uma parte da comunidade escolar. Os alunos representados democraticamente pelas AE´s tem o direito a uma opinião, é o mínimo que se pode fazer em nome da Democracia na escola. A educação é uma necessidade, mas é também um direito, um direito de Abril…
O que eu peço é sensato (fizemo-lo, no Bloco, em relação à educação sexual e os resultados estão à vista de todos)... e não poderia definir melhor a minha opinião se não parafraseando uma frase de uma perspicácia enorme de um grande camarada meu, José Soeiro: “Democratização da política é nos dizermos às pessoas que têm que ter uma opinião sobre aquilo que as afecta, é nos termos uma palavra a dizer (...) é por isso que nós falamos na educação para a cidadania, educar os jovens para a democracia, para quando eles forem grandes participarem… Não! a educação tem que ser feita na cidadania, não é educação para a democracia mas educação na cidadania. As escolas têm que ser já em si um espaço de cidadania, de participação."

