segunda-feira, 9 de novembro de 2009

De Berlim a Bil'in

Foi há 20 anos que o mundo mudou. Foi há 20 anos que milhares de pessoas com as suas próprias mãos pulverizaram o ódio e a segregação que aqueles 3,6 metros de betão em Berlim representavam. Foi há 20 anos que caiu o muro que dividia Berlim, a Alemanha, a Europa e o mundo.

Mas os muros ainda existem. Há cerca de 6 meses fui a Palestina e deparei-me com um muro de 8 metros de altura e com uma extensão prevista de 721 km, que dissecava várias cidades, aldeias, propriedades, campos e as suas populações. Fui visitar uma aldeia que vive e sobrevive os traumas impostos pela muralha, pela segregação e pela ocupação Israelita que são demasiadamente comuns na Cisjordânia. Bil’in (بلعين‎) é uma aldeia Palestiniana que fica a 12 km de Ramallah, na Cisjordânia, adjacente a muralha israelita e ao colonato de Modi’in Illit (מוֹדִיעִין עִלִּית). É uma aldeia rural, nua, depravada de várias infra-estruturas, onde o centro de actividade aldeã situa-se em redor da escola, da mesquita e do muro em si. Aqui as crianças andam descalças na rua, jogando a bola com trapos e estendem os papagaios ao vento, de forma a canalizar a frustração e humilhação diária que é imposta pela ocupação Israelita.

Em Bil’in o muro não é construído em betão, não tem 8 metros de altura e não tem o sistema de vigilância electrónica noutros sitios. Aqui, o muro é uma cerca de arame, com arame farpado, portões e um checkpoint Israelita. Aqui a fiscalidade do muro não conta, o que conta é o que o muro faz. Esta barreira separa a aldeia de Bil’in de cerca de 60% das suas terras, uma aldeia que é totalmente dependente da agricultura e dos seus frutos. O acesso as suas terras e as suas oliveiras tornam-se um feito impossível. Para tal, estão a mercê e a vontade dos soldados e dos tribunais Israelitas se o portão está aberto ou fechado, são eles que decidem quando querem, como queres e por que razão querem. Contudo, o acesso nunca lhes é permitido, sob o pretexto que é uma zona militar. “Estamos em Guerra” é a frase mais utilizada pelos soldados Israelitas para justificar o injustificável. Na sua essência, o acesso as suas terras é interdito. É interdito, como está em risco de expropriação visto que consoante a lei Israelita, terras que não sejam atendidas após 1 ano são automaticamente expropriadas. Ao mesmo tempo que são proibidos de ter acesso as suas terras, vêm crescimento e avanço do colonato de Modi’in Illit.

Mas tamanha humilhação e violência estrutural não tem passado despercebido. Desde 2005, a aldeia tem organizado manifestações pacificas semanais que inclui a presença de várias organizações internacionais tal como a International Solidarity Movement. Estes protestos tomam forma de uma marcha que inicia no centro da cidade e termina no na barreira, como forma de parar a construção do muro ou do desmantelamento de porções já construídas. Mas o verdadeiro objectivo deste protesto semanal é demonstrar as forças Israelitas e ao resto do mundo que a construção deste muro é inaceitável. É um acto de insubmissão. É a reclamação dos seus direitos. É a reclamação das suas vidas. É dizer “Já Basta”. É dar visibilidade aqueles que se tornaram invisíveis para o resto do mundo. É a revindicação e retaliação dos oprimidos sobre os opressores. É a demonstração de uma força que não sossega perante a injustiça. É a voz da tolerância que visa a destruição da intolerância.

É a mesma força que despoletou a revolta em Berlim no dia 9 de Novembro de 1989. Sabemos que em Berlim o muro caiu em 1989. Quando cairá na Palestina?

Segundo Kennedy, num mundo que se deseja livre, o grito mais orgulhoso que se poderia vocalizar era “Ich bin ein Berliner”. Hoje, esta frase caiu em desuso, já não tem o mesmo significado, está demodé. Creio que hoje, mais do que nunca devemos pronunciar: “Ich bin ein Bil’iner”. Para um mundo sem muros e aberto para tod@s.

domingo, 8 de novembro de 2009

A guerra dos cartazes - Antes do Muro





Materialismo e Empiriocriticismo



Aproveitando o centésimo aniversário, realiza-se um debate sobre esta obra de Lenine, terça-feira (10 de Novembro) no Anfiteatro 3 da Faculdade de Letras às 18h. Moderado por José Barata-Moura e com os professores José Croca e Eduardo Chitas.


Associação Iúri Gagárin:



De uma forma aprofundada, Lénine defende, na sua obra, que:


1.º - Há coisas que existem independentemente da nossa consciência, independentemente das nossas sensações, fora de nós.


2.º - Não existe e não pode existir diferença alguma de princípio entre o fenómeno e a coisa em si. A única diferença efectiva é a que existe entre o que é conhecido e o que ainda não é.


3.º - Sobre a teoria do conhecimento, como em todos os outros campos da ciência, deve-se raciocinar sempre dialecticamente, isto é, nunca supor invariável e já feito o nosso conhecimento, mas analisar o processo pelo qual o conhecimento nasce da ignorância ou graças ao qual o conhecimento vago e incompleto se torna conhecimento mais adequado.

sábado, 7 de novembro de 2009

Estava a ouvir esta música e a cantá-la... como a minha mãe!



Esta mulher é fantástica.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Guerra dos cartazes - O Pedro Passos Coelho bem podia reaproveitar o grafismo!


A guerra dos cartazes - Belo Livro e Belas imagens


Belolivro da Lembrabril, não resisto a partilhar alguns dos cartazes, dos mais bonitos aos mais jucosos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O pânico não é a Gripe A

Os sintomas de gripe A são os mesmos de uma gripe normal.
E numa gripe normal não se fica com uma bola de ténis na garganta que, durante a noite, até nos dificulta a respiração porque o ar passa pela garganta (e dói, dói mesmo).
Não nos deixa incapaz até de beber água sem gemer de dor.
Não nos deixa com uma deficiência na fala e com a qual toda a gente gosta de gozar.

Meus amigos, minhas amigas: o pânico é amigdalite!

(desculpem o desabafo, estou há dois dias de cama)

Ensino Superior: novo Governo, velhas políticas


Há quem diga que queria sair mas Sócrates agarrou-o, não admira, Mariano Gago (o ministro totalista dos últimos governos socialistas na pasta) conseguiu levar avante o mais portentoso ataque ao Ensino Superior Público das últimas décadas, e mais, fê-lo com uma relativa acalmia e tranquilidade. Perante um novo governo, onde a necessidade de maquiar o autoritarismo e amenizar o conflito social levou ao sacrifício político de ministros como Lurdes Rodrigues, a recondução de Mariano Gago na pasta do Ensino Superior é preocupante e reflexo do beco em que se encontra a resistência estudantil.


Durante o último governo a estratégia do PS foi dupla, por um lado, com o RJIES, rompeu a blindagem dos órgãos universitários de modo a termos hoje pessoas como Artur Santos Silva (BPI) e Henrique Granadeiro (PT) no comando dos conselhos gerais, agora órgão máximo das universidades, avançando também com a possibilidade de transformação das instituições em fundações de direito privado. Com o Processo de Bolonha acelerou a precarização dos ciclos de ensino lançando as bases para um sistema concorrencial entre as instituições, onde a valorização dos centros de excelência vai esfarelando com a “ortodoxia” da universalidade do acesso (a percentagem de alunos de rendimento baixo no ensino superior desceu um terço entre 1995 e 2005).


Num outro plano, o estrangulamento financeiro conduziu a um cenário de sub-financiamento disparando o endividamento das instituições e condicionando o seu normal funcionamento, empurrando para os estudantes o ónus do ensino público. De resto os estudantes, mais uma vez, foram os principais prejudicados, vendo-se condicionados a pagar pesadas propinas (máximo de 996€) perante uma acção social incapaz de abarcar as necessidades. A solução passa pela contração de empréstimos bancários com garantias do Governo, 5500 alunos já o tinham feito até Fevereiro.

Novo Programa de Governo, a continuidade das políticas.

No seu novo programa de Governo o Partido Socialista avança com um “contracto de confiança com o Ensino Superior”, bem sabe que confiança é coisa de escasseia hoje nas Universidades, mas de resto pouco belisca a sua actual política. Em meio a panaceias educativas no plano da formação e uma vaga referência à acção escolar, onde de resto reitera a opção pelos empréstimos bancários, o governo acena com a limitação das propinas de mestrado e a promessa de não aumentar as da licenciatura ao mesmo tempo de reconhece o esforço financeiro das universidades nos últimos anos, embora, diga que o sistema de investimento competitivo e por objectivos é para continuar.

Caminhos de resistência

Com Mariano Gago ao leme a continuidade desta política é previsível, a fórmula liberal é a sua estratégia e os relatórios da OCDE a sua cartilha. A resistência estudantil assume neste cenário um papel decisivo; ou permanece na inoperância agoniante a que as associações académicas se têm remetido ou avança com uma campanha mobilizadora em torno de eixos agregadores, envolvendo todos os que se revêem numa alternativa pela defesa do ensino público invertendo a relação de forças nesta área. E já não temos todo o tempo do mundo para isso.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Propina máxima - 2009

996 euros de propinas= 53 refeições na cantina, 60 bilhetes de autocarro, 2400 fotocópias, 24 bilhetes de cinema, 160 cafés, 100 canetas, 2 mensalidades de residênsia Universitária, 107 jornais, 8 idas a concertos, 73 cadernos, 38 sessões no ginásio, 138 cervejas.

Ao lado deste homem, Saramago é um beato.



George Carlin foi um grande senhor da comédia norte-americana que nos deixou o ano passado. Fazia críticas em forma de piada sobre a identidade e as falhas dos Estados Unidos contemporâneos e sobre, como neste caso, religião.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Casamento homossexual: Socialistas católicos querem referendo - JN

Casamento homossexual: Socialistas católicos querem referendo - JN

Não percebo qual é a dúvida destas pessoas... Um direito não pode ir a referendo.
Até porque não entendo como é que as pessoas acham que se podem meter assim na vida de outras.
Ora, se uma pessoa quiser casar com outra do mesmo sexo, sendo isso uma decisão de amb@s, só tem implicações na vida dessas pessoas e não afecta mais ninguém, qual é o problema? A sério. Não, agora a sério. Ou seja, mesmo na vida de um/a homofóbic@ que até pode achar que são tod@s doentinh@s, nada mudará.
Então qual é a dúvida?

Acesso ao Casamento Civil para Tod@s, sem referendo (era só o que mais faltava!).

Dica de Leitura

Nesta biografia, a primeira de grande fôlego sobre um líder nacionalista africano, António Tomás não se limita a reconstituir a vida de Amílcar Cabral. Dá igualmente conta da época conturbada em que se desenrolou a gesta nacionalista africana.Numa linguagem simples e acessível, «O Fazedor de Utopias - Uma Biografia de Amílcar Cabral» é também uma reflexão lúcida e perspicaz sobre os movimentos de libertação, quando já se tornaram obsoletos os ideais que lhes deram fundamento.


Edição: Tinta da China



domingo, 25 de outubro de 2009

100 anos de Francis Bacon (28 de Outubro de 1909 - 28 de Abril de 1992)



Bobby McFerrin no World Science Festival



Bobby McFerrin, artista multifacetado e mais conhecido pela autoria de "Don't worry be happy" põe a audiência dum debate a cantar em coro com ele.

a praxe aliena @s estudantes

Excerto de um texto encontrado num blog público:

"Nisto, o meu telemóvel toca.









Apesar de ter consciência que há montes de estudantes que adoram a praxe e acham que é uma das melhores coisas do ensino superior, nunca pensei que chegasse a este ponto.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009


Está certo que o assunto já ganha contornos de discussão de final de noite, em que uns são contra ,outros a favor, outros mais ou menos e acaba o álcool como vencedor indiscutível mas permitam-me lá uma palavrinha. Que José Saramago diga da Bíblia o que ela é: uma baboseira pegada, não me espanta,mais, que gente como o eurodeputado Mário David consiga alcançar um nível de baboseira maior ainda menos me espanta, aliás Mário David fica mais conhecido como gajo que quer tirar a nacionalidade a Saramago do que como eurodepudato. Agora que da esquerda se levantem vozes como Daniel Oliveira classificando a atitude como de uma "assinalável ignorância e insensibilidade cultural" lembrando a sabedoria e discernimento histórico dos cristãos (olhem para ali para os E.U.A o discernimento cristão todo que ali vai) da que pensar, afinal onde fica a luta toda, contra todas as opressões? Das duas uma, ou caímos no engôdo do discurso das liberdade individuais (como se existisse religiosidade unipessoal) ou afinal há opressões que dá mais jeito atacar do que outras, assim como quem diz: "igreja católica?"humm... o pá...essa agora... não dá lá muito jeito, pode-se ver lá para a frente?" Mas voltando para o final de noite com copo vazio na mão: À tua Saramago.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Universidade do Minho: tesourinhos do relatório do Tribunal de contas

"A Universidade possui participacoes de capital em 17 entidades de direito privado, ascendendo ao valor global de 2.762.237,70€."
"Adopção de medidas conducentes a que a Universidade do Minho deixe de deter participações em entidades cujo objecto e actividade desenvolvida não se destine a coadjuvar a Universidade no estrito desempenho dos seus fins, particularmente quanto à sua participação na 2B Partner – Sociedade de Capital de Risco, SA."

"Foram realizadas despesas atraves do fundo de maneio do Gabinete do Reitor, no valor global de 10.905,43€, respeitantes a encargos com 188 refeicoes."

há 5 anos: o Senado da Universidade de Coimbra fixou a propina máxima (à época, foram 880 €uro$, umas bastonadas no lombo e gás pimenta no focinho)...

domingo, 18 de outubro de 2009

Submarino ao fundo

Ontem estive no MediaMarket porque a minha mãe precisava de uma 2ª via de uma factura de um gravador de DVD até porque não tinha a certeza de quanto tempo era a garantia.

"Oh mamã, agora tem tudo garantia de 2 anos!" - disse-lhe eu.

Mas afinal estava errada. Não é que o Portinhas comprou dois submarinos (que, acreditem, foram bem mais caros que o gravador de DVD que a minha mãe comprou e que tem realmente a garantia de dois anos) com a garantia de um ano?


Lê mais aqui.

sábado, 17 de outubro de 2009

Pedro Feijó, estamos contigo!

"O representante dos alunos do Liceu Camões destacou-se hoje durante as comemorações dos 100 anos da escola ao tecer duras críticas à política educativa, acusando a ministra da Educação de “tirar credibilidade à democracia”."

Lê mais!


"Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico do Liceu Camões, foi um dos participantes da cerimónia do 100º aniversário da escola, ao lado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, além do director da escola e do médico João Lobo Antunes, um dos antigos alunos.

Pedro Feijó, que discursou de improviso, criticou o que disse serem os “entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação” e “a linha de orientação errada que a Educação tomou”, acusações que não mereceram qualquer reacção da ministra no discurso que fez de seguida.

“O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola”, sublinhou.

Entre os exemplos que considera negativos das políticas educativas do Governo cessante, o aluno apontou o novo Estatuto do Aluno, considerando que, em vez de falar dos estudantes como “os agentes construtores da escola, fala como essas pessoas iguais e padronizados, que vêm às escolas apenas para fazer os seus testes e competir por um futuro que não é garantido e que devia ser um direito”.

Outro exemplo daquilo que considerou “um dos maiores ataques à democracia” é o novo modelo de gestão das escolas, que “tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola”.

“Por melhor que essa colaboração pudesse ser, não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno”, sublinhou, motivando fortes aplausos entre a audiência.

Mas, para o jovem estudante, pior do qualquer lei, “foi a atitude do ministério”.

“Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas”, sustentou."



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

e pela ACADEMIA de COIMBRA... não vai nada, nada, nada?? (partir) T-U-D-O!!!!!

Líderes estudantis bêbados vandalizaram estalagem

O Fórum AAC que teve recentemente lugar em Aljubarrota e que juntou líderes dos núcleos [de estudantes da UC], dos órgãos de gestão das faculdades [da Universidade de Coimbra] e da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, acabou por não chegar ao fim devido a actos de vandalismo cometidos por estudantes com excesso de álcool.

Estudantes partiram mesas, cadeiras e abriram extintores nos quartos de um albergue de Aljubarrota, causando prejuízos que podem chegar aos dez mil euros. Os acontecimentos do encontro anual, que debate temas importantes da Academia de Coimbra, surpreenderam os próprios estudantes. Os próprios colegas ficaram “indignados”.

Lê mais!
Na madrugada do segundo dia do Fórum, alguns estudantes, que estavam bêbados, partiram duas cadeiras e uma mesa e abriram os extintores dentro dos quartos e o pó entranhou-se em todo o lado, como por exemplo nas televisões. A parte de cima da estalagem ficou intransitável e houve mesmo pessoas com dificuldade em respirar», afirmou um estudante que participou no Fórum e que pediu anonimato.

Os acontecimentos do encontro anual, que debate temas importantes da Academia de Coimbra, surpreenderam os próprios estudantes. «Foi um acto isolado, onde participaram poucas pessoas, e que nos deixou a todos bastante perturbados e indignados», acrescentou a mesma fonte. O Fórum tem três dias, mas não chegou ao fim, uma vez que os actos de vandalismo aconteceram na madrugada do segundo para o terceiro dia, numa altura em que a ordem de trabalhos é colocada de lado para dar lugar a um convívio.

Depois dos estragos serem avaliados, os responsáveis da Direcção Geral da AAC juntaram imediatamente os cerca de 80 estudantes que participavam no Fórum. «O ambiente mudou completamente. Houve uma tensão muito grande na sala, foi um bocado complicado», conta ao Diário de Coimbra um dos estudantes.

Jorge Serrote, presidente da DG/AAC, confirmou que «aconteceram actos de vandalismo» e garantiu que foram tomadas medidas na hora. «Reunimos toda a gente num compartimento e tentámos logo apurar os responsáveis. Depois concluímos que a continuidade do Fórum estava em causa e tomámos a decisão de ir embora. Tínhamos que tomar uma medida forte e, por isso, telefonámos ao nosso motorista para nos ir buscar a Aljubarrota», contextualizou Jorge Serrote. Eram cinco horas da manhã.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

La Negra

Quando a convicção se molda na confusão dos primeiros anos há vozes que nos acalentam a razão e nos permitem ouvir mais além, transformando a dúvida em acção. Dentre essas vozes a de Mercedes Sosa ecoa fundo, em indecifráveis comoções, pois mais do que uma cantora Mercedes é um símbolo de toda uma América Latina que caminha, resiste e se recria num mar de injustiça e sofrimento, sabendo dar graças a uma vida que se quer por inteira, sem apeias ou amarras. Mas Mercedes Sosa é também a sonoridade dos lugares vastos de nossa intimidade, onde a música inunda a vida e a poesia nos traz amparo.








::Texto a ocultar- Se não quiseres ocultar nada, podes apagar tudo::

domingo, 4 de outubro de 2009

Cuando tenga la tierra, cantaré, cantaré! Em memória de Mercedes Sosa

Morreu hoje, aos 74 anos, Mercedes Sosa, voz da resistência às ditaduras sul-americanas.

A cantiga é uma arma. Aqui fica a sua partipação em 1983 no Abril em Managua, concerto de solidariedade com o povo da Nicarágua, em que participaram ainda, entre outros, Carlos y Luis Enrique Mejia Godoy e Silvio Rodríguez.



campesino, cuando tenga la tierra
le pondré la luna en el bolsillo y saldré a pasear
con los árboles y el silencio
y los hombres y las mujeres conmigo'

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tesourinhos deprimentes

E eu que só descobri isto depois das eleições...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O partido do desassossego


Quando um partido minoritário, como é o Bloco de Esquerda, ganha direito a tanta pancada política e a tantas intentonas de bastidores de campanha é porque ele importa e importa mesmo. Mais, quando um programa como o do Bloco desperta tal alarido no centrão, seja pela defesa de uma política fiscal clara que elimine a usura económica de uns em desfavor da maioria, seja pelo não regatear na defesa dos serviços públicos, que quer dar a todos o que é de todos, seja na defesa do emprego com direitos ou no apoio social para quem precisa, é porque esse programa, essa força, faz mexer, e vemos como tem mexido.

Ao centrar no Bloco o alvo dos seus ataques PS e PSD deixam a descoberto várias das suas farsas e vazios políticos e abrem espaço a várias questões, centro-me aqui em duas. A primeira diz respeito a escolhas governativas e, sobretudo, à constatação que nas questões essenciais, as que mexem o fundo à panela, PS e PSD pouco vezes divergem e muitas vezes dão as mãos, enamorados. Ora vejamos, na política de emprego é o próprio Bagão Felix, ex-ministro do trabalho da direita, a elogiar o código do PS de Vieira da Silva, pois este permitiu avançar na precariedade, na facilidade de despedimento e no enfraquecimento do contracto colectivo, sem falar na receita de M.F. Leite para relançar a economia, diminuir o custo do trabalho, a mesma defendida por Manuel Pinho. Na saúde é o próprio PSD a dizer que não mexe nas taxas moderadoras (tanto que o tema saúde nem figura no seu programa). Na questão essencial, a resposta à crise, a crise do sistema capitalista que se vive no desemprego (mais de 500 mil pessoas) o centrão encena discórdias, como no TGV que foi aprovado pelos ministros laranjas ou na segurança social que o PS alega ter salvo das garras da direita diminuindo as pensões. Agora na política que é preciso mexer, nas privatizações, no combate à corrupção, no investimento público, nos apoios sociais, na defesa da escola pública, nisso PS e PSD continuam, carinhosos, a sua história de amor.

A segunda questão é política. No PSD a máquina cavaquista provou estar perra, a demissão de Fernando Lima da acessória da presidência da república demonstra o caos político em que está mergulhado o partido, restando-lhe sacar, numa repetição da última semana de campanha de há quatro anos, um suposto acordo secreto entre Bloco e PS, o desespero político nem sempre desperta comiseração muito menos votos. Já o PS, segue a sua estratégia bipolar, por um lado uma liderança unipessoal que vendo o seu fim à vista se atira ao Bloco com voracidade, por outro as vozes que não tardaram a vir ditar possíveis caminhos, Ferro Rodrigues foi o primeiro, seguiu-se Ana Gomes e finalmente Mário Soares, todos acenando o Bloco como saída para o impasse governativo.

Tanto hoje como no dia 27 sejamos claros, quem nos meteu na crise não nos pode tirar dela, o Bloco defende uma política de esquerda combativa pois sabe que só apontando o dedo aos responsáveis se pode construir uma alternativa de governo, o PS não faz parte dessa alternativa porque escolheu combate-la, escolheu defender as políticas liberais que nos conduziram até aqui. Uma esquerda grande, que se constrói a partir de um programa de governo que desassossegue o centrão e que saiba ancorar as lutas sociais por uma saída socialista para a crise, é essa a saída e a escolha de mudança que deverá ter domingo um impulso importante e o voto no Bloco de Esquerda é, sem dúvida, o que melhor lhe pode dar forma e concretização.

domingo, 20 de setembro de 2009

Comunicação Social e Eleições

Uma coisa é sentir-se uma leve tendência deste ou daquele jornal, deste ou daquele canal para este ou aquele partido.
Outra é dizer que uma sala está vazia quando esta tem espaço para 1600 pessoas e estão presentes mais de 2000.
Ou passarem apenas as imagens das últimas 5 filas que ainda estão vazias porque o evento ainda não começou e ignorar as outras 30 que já estão cheias.
Ou mandarem "escândalos" que não querem dizer absolutamente nada apenas a uma semana de eleições.
Oh minha gente, isto não é trabalho, não é jornalismo. A isto chama-se incompetência.

Jeune Garde musical.



Melanie Safka - Beautiful People


Foi há 40 anos que aconteceu um momento único na História, 3 dias de paz, música e amor. Woodstock. E a Melanie esteve lá, obviamente.


Segue aqui a letra



Beautiful people
You live in the same world as I do
But somehow I never noticed
You before today
I'm ashamed to say

Beautiful people
We share the same back door
And it isn't right
We never met before
But then
We may never meet again
If I weren't afraid you'd laugh at me
I would run and take all your hands
And I'd gather everyone together for a day
And when we're gathered
I'll pass buttons out that say
"Beautiful People"
Then you'll never be alone
'Cause there'll always be someone
With the same button on as you
Include him in everything you do.

Beautiful people
You ride the same subway
As I do every morning
That's got to tell you something
We have so much in common
I go the same direction that you do
So if you take care of me
Maybe I'll take care of you

Beautiful people
You look like friends of mine
And it's about time
That someone said it here and now
I make a vow that some time, somehow
I'll have a meeting
Invite everyone you know
I'll pass out buttons
To the ones who come to show

Beautiful people
Never have to be alone
'Cause there'll always be someone
With the same button on as you
Include him in everything you do
He may be sitting right next to you
He maybe be a beautiful people too
And if you take care of him
Maybe he'll take care of you
And if you take care of him
Maybe he'll take care of you ...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

pertinho do Dia Europeu da Mobilidade: "novo" «Sol da Caparica», dos Peste & Sida

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

urgente... !


Os Homens da Luta estão de volta e desta vez mandaram a campanha do PS abaixo...

Dá-lhe falâncio :D

A Jorna

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Barroso pouco unanime apesar do que se diz por ca


Em Portugal, a recandidatura de Barroso a presidente da Comissão Europeia tem sido apresentada como gozando de largo consenso europeu, de onde se excluiriam apenas as faixas extremas do espectro político.

Para dar uma leve ideia do espírito que se viveu hoje no hemiciclo de Strasbourg, aqui vos deixo uns curtos extractos de intervenções de presidentes de grupos políticos que não se situam nos sectores mais à esquerda e mais à direita da sala.

Martin Schulz, presidente do grupo socialista S&D, onde se integram os deputados do Partido Socialista:
Porque é que o apoio ao Sr. é tão polémico no Parlamento e tão unânime no Conselho? Porque esteve sempre ao serviço dos governos, é por isso que há tanto cepticismo relativamente a si. E porque tem uma maioria que inclui opositores ao Tratado de Lisboa.
Não é aceitável que na sua Comissão não se sossegue enquanto não for privatizado até ao último cemitério municipal na Europa...
Porque não apoia que, num determinado local, a trabalho igual terá de corresponder sempre um salário igual, contra aquilo que impuseram os acórdãos dos casos Viking, Laval e outros?
O apoio do meu grupo não o vai ter.




Guy Verhofstadt, presidente do grupo liberal ALDE:
As suas propostas têm pontos de partida errados. É necessária uma nova estratégia comunitária. Por isso, o nosso apoio será condicionado.



Daniel Cohn-Bendit, presidente dos Verdes:
Olhem para ele agora, José Manuel Obama, yes he can, ele pode tudo. Acabou o pequeno Barroso. Atenção Conselho, atenção governos: agora é ele que manda!
Não temos confiança em si. A sua ideologia esteve na base desta crise, não confiamos nela para sair da crise.
Votaremos contra porque achamos que a Europa precisa de mais e melhor do que você.

Roubado ao Renato Soeiro

Os Gato Fedorento estão de volta!

E não podiam voltar melhor.
A começar com a entrevista ao Primeiro-Ministro, Ricardo Araújo Pereira não perdoou e, como os filhos de Sócrates o avisaram, e bem, chegou a ser maldoso.
Mas Sócrates também não esteve mal, safando-se com algumas piadas e tentando levar tudo numa de "brincadeira".
Mais nervoso para o final, e já menos risonho, diz ao Ricardo Araújo Pereira para se render à Social Democracia mas numa de quem diz "Já não tens idade para brincar nestas coisas!".
Para finalizar veio o "caso TVI" e a expressão facial de Sócrates diz tudo. Por aquela não esperava ele.
Hoje à noite teremos Manuela Ferreira Leite. Veremos como se safa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

754 mil pessoas presas por posse de marijuana nos EUA em 2008


A Policia Americana deteve 847864 pessoas por delitos relacionados com marijuana em 2008, segundo o Uniform Crime Report do FBI publicado hoje.

O mais impressionante desta noticia que encontrei na NORML é que 89%, ou seja, 754224 americanos foram so acusados de posse, sendo que nos restantes 11% sao acusados de venda/producao, uma categoria ambigua, visto que inclui todas as formas de auto-cultivo, seja para consumo pessoal recreativo, seja para consumo medicinal, que é legal em alguns Estados, como a California.

Ainda mais impressionante é o facto destas detencoes serem metade (49,8%) de todas as detencoes relacionadas com drogas nos EUA. Diz muito sobre a estratégia de combate as drogas e suas prioridades.
A NORML estima que mais de 20 milhoes de americanos foram presos desde 1975 por posse de marijuana.

Sabe quem é o Miguel Portas?



Muitas pérolas :)

sábado, 12 de setembro de 2009

Governo holandês quer limitar acesso dos turistas às coffee shops

O governo holandês propôs ontem que as “coffee shops” nacionais, os cafés onde é legal comprar e consumir canábis, se transformem em clubes privados para cidadãos nacionais, com o intuito de dificultar a venda desta substância aos turistas.

Do ponto de vista economico, é uma medida simplesmente estupida.
Todos os dias milhares de turistas de todo o mundo, mas principalmente da Franca, Bélgica e Alemanha atravessam a fronteira holandesa para fugir a hipocrisia das suas leis nacionais em relacao a canabis. Dos cerca de 700 coffeeshops existentes na Holanda, a maioria tem grande parte dos seus clientes a vir de fora da Holanda, a trazer dinheiro e a criar emprego.

Do ponto de vista juridico, é ilegal.
É proibida pela Lei Europeia qualquer tipo de discriminacao indirecta entre cidadaos de Estados-membros em razao da nacionalidade. O Governo Holandes actual é um governo ultra-conservador aliado a extrema-direita que tenta assim encapotar uma medida xenofoba com o pretexto dos "bons costumes".

Quando estive em Amsterdao, senti liberdade. Liberdade de poder consumir algo que so a mim me diz respeito, com qualidade e sem ser perseguido pela policia. Para quem nao consome canabis, podem imaginar se o alcool fosse proibido em Portugal e so fosse vendido legalmente na Holanda. Imaginem a sensacao. Obviamente que depois ha gente que exagera, como ha quem exagere ca com o alcool. Mas a legalizacao funcionou na Holanda, praticamente acabou com o crime relacionado com drogas leves e aniquilou a venda de rua, que so beneficia os grandes traficantes, como acontece em Portugal.

Edit.
Lembrei-me agora que como retaliacao, deviamos proibir a venda de vinho do Porto ou queijo da serra aos turistas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Queres viajar? Então despacha-te.

" O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) anunciou que decidiu convocar uma greve para os dias 24 e 25 de Setembro, devido ao "descontentamento insustentável manifestado pelos pilotos da TAP"."

O descontentamento chega a todo o lado, até aos aeroportos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

a pérola dos democratas cristãos


Sobre a segurança social diz-nos Ascensão Cristas do CDS - PP: Uma pessoa que ganhe a cima de 6 salários mínimos (isto é acima de 2700 euros) deve poder colocar os seus descontos para a segurança social no fundo privado para que esse dinheiro não sirva para ajudar desempregados, idosos ou pessoas com doença incapacitadas de trabalhar. Sem dúvida um principio solidário típico dos nossos "democratas" cristãos.

Bandeiras ao alto, o nosso coração está em deus...


Não andam a brincar aos políticos: andam a bricar aos democratas!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Primeiro MFL diz que tudo o que diz estará no programa. Depois, MFL diz que disse, mas não disse porque não está no programa.

domingo, 6 de setembro de 2009




1 - 0 para a Esquerda! ;)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alguém tem aí um Belmiro que me possa dar explicações?

A Juventude Social Democrata – cujo nome, com o passar do tempo, perdeu o hífen e o sentido – lançou um novo site na Internet. Sob o título “Novo Portugal”, a JSD pretende receber e divulgar propostas eleitorais, relativas a várias áreas da vida da juventude portuguesa.

Ao visitar o referido site, durante esta semana, deparei-me com uma proposta, que preenche toda a homepage laranjinha, intitulada “Ensino superior mais próximo do meio empresarial”. A autoria será do jovem militante social-democrata de Gaia, Fernando Almeida. Na base da proposta está a ideia de que é necessário, no ensino superior público, “ter também como docentes personalidades oriundas do meio empresarial”. Porquê? Porque, claro está, “um professor, por muito bom que seja, não consegue transmitir ao estudante a vivência empresarial”.

A retórica da aproximação entre o mundo empresarial e a universidade vem de longe e já há muito que vai fazendo caminho. Nos últimos tempos, terá voltado à superfície com a implementação da ‘nova gestão universitária’: primeiro com o processo de Bolonha, depois com o imposto Regime Jurídico. Tudo isto vinculado pelo oportuno e conveniente subfinanciamento das instituições de ensino superior. Perante a ideia de uma inevitabilidade sistémica, à escala europeia, a ‘nova gestão escolar’ tomou lugar em todos os graus de ensino, do básico ao superior. A legitimação desta linha política tem a sua base na ideia, tantas vezes repetida, de que só um reforço da influência do mundo empresarial na educação contribui para acabar com aquele que é um dos grandes problema estruturais do mercado de trabalho – o desemprego entre os jovens qualificados e a precariedade dos jovens empregados.

Numa altura em que tanto se fala, e bem, dos números monstruosos do desemprego ao nível nacional, não nos esqueçamos de que o desemprego entre os jovens (16-30 anos) é já superior aos 20%. Dos jovens que conseguem arranjar trabalho, segundo dados do inquérito ao emprego (INE, 2004), cerca 70% têm um vínculo de trabalho “precário” e “instável”. O autor da proposta da JSD avança uma série de possíveis futuros professores – desde António Câmara a João Nabeiro (recentemente envolvido num caso judicial relacionado com a gestão dos trabalhadores da sua empresa), passando pelo inevitável Belmiro de Azevedo. Este último é, como se sabe, dono da SONAE, grupo empresarial que funciona com base na precarização e flexibilazação dos vínculos laborais dos jovens trabalhadores. Daqui se conclui que a solução da JSD para resolver o problema do desemprego e da precariedade entre os jovens é dar o lugar de professor universitário àqueles que são os responsáveis níveis máximos históricos do desemprego e da precariedade entre os mais jovens.

Sobre orientações pedagógicas, a proposta de Fernando Almeida não avança uma única palavra. Afinal de contas, segundo as palavras do próprio, a universidade é “dominada por professores com elevada competência científica (…), mas que se encontram demasiado distanciados da realidade das empresas e da vivência dos empresários”. O que interessa é introduzir, a qualquer custo e de qualquer forma, as bases da economia mais liberal na educação. Num tempo em que os demagogos liberais da direita política e social tanto papagueiam em nome da liberalização do ensino, bom seria que, em vez da obsessão de introduzir o meio empresarial na educação, pensássemos em introduzir um pouco de educação no meio empresarial.

João Curvêlo
(Publicado originalmente no Reunião Geral de Alunos, do 'Expresso')

Vou la estar no domingo! Querem vir?


O Tam Tam de Montréal acontece desde 1978, todos os domingos. Milhares de pessoas juntam-se para tocar, dancar, pike-nikar, namorar, desde que haja sol. Ouvi dizer que no Inverno também se juntam num espaco interior, mas prefiro apreciar este evento ao ar livre :)

Do site que obviamente nao é oficial: "Os Tams Tams de Montreal sao tambores de paz que ressoam em unissono todos os domingos. Um convite ao sonho, a musica e a danca"

2º "debate"



Debate? Tentativa de mostrar quem tem um discurso mais à esquerda? Cautela tendo em conta as lutas que se avizinham? Cautela tendo em conta a necessidade de daqui a uns tempos tirar de lá Cavaco?

Na verdade, pouco ficamos a saber qual a diferença entre votar Bloco ou votar PCP mas também a conjuntura não pedia nem metade disso...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cuidado, Policarpo, eles andam ai!

O cardeal-patriarca de Lisboa repreendeu hoje bispos e padres que "se consideram com o direito de decidir pela sua cabeça" em vários domínios da Igreja Católica, considerando que isso fragiliza "a proposta cristã" e cria "divisões". D. José Policarpo notou também que, muitas vezes, o pastor aproxima-se de um gestor de empresas.

Eu adoro este homem, principalmente quando nao esta calado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Na blogconf de Pedro Santana Lopes

Infelizmente nao ouvi em que blogue escreve esta senhora residente em Cascais que disse, de alma e coracao, algo como:

"E agora o meu lado feminino: estou desejosa que seja eleito Presidente da Camara de Lisboa para que a cidade tenha a mais linda iluminacao de Natal da Europa"

Prémio "Enganaram-se no nome do blogue!"

Marta Rebelo, digna escriba do Blogue de Esquerda deu-se ao luxo de vomitar isto:

E só mais uma coisita, a propósito do desporto rei: se o Liédson jogar pela selecção portuguesa, deixo de assistir aos jogos. Não por qualquer espécie de discriminação contra os estrangeiros. Mas gostava que a selecção não fosse constituída por brasileiros naturalizados, e caminhamos para a ausência de portugueses.
Verdade que depois de naturalizados são, para todos os efeitos, portugueses. Mas para efeitos futebolísticos não. Na selecção, não!

Digno da xenofobia mais basica.
Ja empanturrarem os nossos filhos de Happy Meals, isso é muito chique e globalizado, nao é doutora? Agora um jogador de futebol nascido noutro pais, como o Nani, o Bosingwa, etc, trabalhador em Portugal ha varios anos que quer dar o seu contributo para a Seleccao Nacional, nao pode ser.
O que é engracado é que no post anterior Marta Rebelo critica Manuela Ferreira Leite por nao concordar com o casamento entre pessoas do mesmo sexo: "Todavia, chegados ao século XXI, talvez fosse boa ideia que a líder do PPD-PSD olhasse à sua volta, e percebesse a dinâmica social."
Talvez a Marta pudesse olhar a sua volta, perceber a dinamica social, e ver que ha 6 meses atras o seu partido tambem votou contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e que ha centenas de milhares de pessoas a quem ela chama de "estrangeiras" a votar no partido dela.

Peco desculpa pela falta de acentos mas estou num teclado "estrangeiro" e nao os encontro.

CDS-PP ou Grupo Espirito Santo no Governo?

A Birmânia no jogo energético

A oligarquia é adversa à democracia embora nem sempre a democracia seja adversa à oligarquia... Isto porque nunca houve oligarquias democráticas, mas já houve (e continuam a haver) democracias oligárquicas. Assim a Birmânia foi crescendo e se formando naquilo que hoje é...


Lê mais!

Passando de uma democracia independente na metade do século (1948), foi modelada por uma apropriação oligárquica do sistema, que colidiu com o golpe de estado do general Ne Win em 1962. Isto porque a democracia em sentido puro é incorruptível e quando a democracia se deixa minar ao ponto de ser derrubada ou é porque é uma democracia corrupta ou porque se começou a transformar numa democracia oligárquica. Foi assim que, em nome de um qualquer “socialismo birmanês” foi nacionalizada toda a economia, mas para as mãos de quem? Do povo? Dos trabalhadores? De quem nada mais tem que a sua força de trabalho? Não (...) seguindo os lobbies oligárquicos que lhe deram origem a economia birmanesa ficou, após o golpe de estado, nas mãos da casta militar: o país foi isolado (até se acabaram com os passaportes...); foi lançada uma brutal ofensiva xenófoba que expulsou do país Indianos e Paquistaneses principalmente; intensificou-se a caça às minorias étnicas; contudo após várias revoltas a ditadura de Ne Win afundou-se com os tumultos de 1988, após o massacre de 3 mil pessoas. De certo modo restabeleceu-se a esperança... A junta militar que sucedeu fez eleições em 1990 e a Liga Nacional para a Democracia de Suu Kyi obteve quatro quintos dos votos. Ironia das ironias, na selvajaria “oligárquico-democratica” birmanesa as eleições foram anuladas. Suu Kyi foi presa e restabelecida a ditadura, esta sob o comando de Than Shwe que blindando o regime Birmanês continua nos dias hoje a praticar verdadeiras chacinas que passam ao lado (mais uma vez...) das grandes potências. Na verdade, por vezes é questionável para que se celebrou uma declaração Universal (para todos) dos direitos do Homem quando esta é brutalmente desrespeitada por quase todos, principalmente as grandes potências – EUA, UE, Rússia, China, etc -, foi provavelmente para cumprir formalismos... Assim como não percebo como é que se tolera que a ONU seja um instrumento político dos grandes do Mundo, que quando têm interesses económicos a impedem de actuar. Exemplo disso é a recente prisão de Suu Kyi que além de ser um brutal ataque à liberdade da mesma e um incompreensível e condenável ataque dos generais Birmaneses, evidência uma total hipocrisia política e moral de países como os Estados Unidos, a Rússia e a China (com a obvia colaboração da UE). Na verdade Pequim e Moscovo são os principais responsáveis pois foram estes que vetaram as sanções ao país. Mas não pensemos que os outros são inocentes... Porque é que Clinton e Obama não estabeleceram a Birmânia como uma prioridade na Ásia? Se virmos bem, dos países asiáticos só as Filipinas e a Indonésia é que não optaram pela “não ingerência” sobre esta questão, sendo que a China protagonizou o discurso mais ofensivo que aliás vai de encontro à ditadura horrorosa que por lá mora: “A comunidade internacional deve respeitar totalmente a soberania da justiça Birmanesa”, frase simples mas que diz tudo de um país que acha que quando há violações brutais de direitos humanos num país isso deve passar impune, porque se deve respeitar a soberania dos países. Só se deve respeitar a soberania dos países quando estes aplicam três valores base de qualquer sociedade: a democracia, a liberdade e o respeito pelo homem. Já do Ocidente existem diferenças discretas entre quem quer sanções pesadas e os que não querem (mas dizem condenar por razões morais). Mas importa perceber o que está por detrás da questão, porque é que China, Rússia, Tailândia, Índia, Singapura (etc.), se colocam nesta posição? A questão energética é a questão central porque ninguém condena a Birmânia e os seus ataques à liberdade e à democracia. E sobre a questão energética existem pontos-chave: todos estes países utilizam portos birmaneses; foram encontradas novas jazidas de petróleo e gás; está a ser construído um oleoduto e um gasoduto entre a Birmânia e a China de 2800 quilómetros; a Tailândia é o primeiro cliente de gás da Birmânia; a Índia não quer dar à China o monopólio energético sobre a vizinha Birmânia (daí ter mudado radicalmente a sua posição em relação a Suu Kyi); a Rússia ir vender centrais nucleares à Birmânia... Enfim, neste tabuleiro político em que os interesses energéticos e económicos se sobrepõe ao respeito pela liberdade, pelo homem, pela democracia, estão sentados todos os países que nos vendem discursos pacifistas e democráticos... Os mesmos que não vacilam vetar sanções na ONU – Birmânia -, os meus que não vacilam vetar na ONU intervenções em catástrofes humanitárias – Darfur -, os mesmos que se orgulham de participar na guerra do petróleo – Iraque / Afeganistão -, os mesmos que se regozijam na presença de xenófobos neo-fascistas – Itália -, enfim, os mesmos que apoiados pelo silêncio e pela cumplicidade dos outros são os verdadeiros criminosos do Mundo, que se vendem tudo e todos, em troca de petróleo, de dinheiro e de poder.

Artigo publicado em: http://www.acomuna.net/content/view/240/1/

domingo, 30 de agosto de 2009

O "grande amigo" do Socrates esta a tomar uma optimo caminho

As manifestações na Venezuela foram declaradas crime pela procuradora-geral do país, Luísa Ortega, que garantiu irá abrir processos contra os cidadãos que “por qualquer motivo se manifestem” contra o Governo, revelava hoje o diário espanhol “El País” na sua edição online.

sábado, 29 de agosto de 2009

queriam um funeral

"Anunciaram e garantiram que o mundo ia-se acabar". Anunciaram o funeral do Bloco na Nazaré. Mas sabiam lá eles que os nossos funerais são assim animados!

O telefone tocou a receber as condolências e as melhoras e coragem e coisas assim.
Só que a gente volta sempre. Um pentelho no meio de um processo grande, pode acontecer, e não custa assim tanto soprá-lo para o lado. Tá soprado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Olh'ó inde-pendente...!

Apresento-vos um candidato à Câmara da Nazaré: o Inde-pendente Jorge Barroso.

Marcha da Longa Milha pela Liberdade

::Coligação Internacional pelo Fim do Cerco Ilegal a Gaza::

Declaração de Princípios e Objectivos

A Amnistia Internacional referiu-se ao bloqueio a Gaza como “forma de punição colectiva a toda a população de Gaza, uma flagrante violação por Israel das obrigações definidas na Quarta Convenção de Genebra”.
O Observatório dos Direitos Humanos descreveu o bloqueio a Gaza como uma “grave violação do Direito Internacional”.
Jimmy Carter, antigo presidente dos Estados Unidos, declarou que os habitantes de Gaza têm sido tratados como “animais” e apelou ao “fim do cerco de Gaza” que priva “um milhão e meio de pessoas dos meios necessários à vida”.
Sara Roy, da Universidade de Harvard, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho sobre Gaza, afirmou que a consequência do cerco “é sem dúvida um sofrimento em massa, criado em larga medida por Israel, mas com a cumplicidade activa da comunidade internacional, especialmente dos Estados Unidos e da União Europeia.”
A lei é clara. A realidade choca a consciência da humanidade.
E, apesar disso, o cerco de Gaza continua.
O povo de Gaza exortou a comunidade internacional a agir para além da mera condenação.
É tempo para a acção!


Lê mais!



A Marcha da Longa Milha pela Liberdade

Como forma de assinalar o aniversário do assalto sangrento de 22 dias a Gaza por Israel, a Coligação pelo Fim do Cerco Ilegal a Gaza enviará a Gaza milhares de pessoas de todo o mundo.
A 1 de Janeiro de 2010, marcharemos ao longo da milha em redor do checkpoint de Erez com o povo de Gaza, numa manifestação não violenta que romperá o bloqueio ilegal.
A marcha é inspirada pelas décadas de resistência não violenta dos palestinianos, desde o levantamento popular de massas da primeira Intifada à dos habitantes da Margem Ocidental que continuam a resistir às tentativas de anexação por parte de Israel.
Ela inspira-se nos voluntários internacionais que têm vindo a acompanhar os agricultores palestinianos nas suas colheitas, nas tripulações dos barcos que desafiaram por mar o bloqueio a Gaza e nos condutores dos camiões que transportaram ajuda humanitária a Gaza.
Inspira-se ainda em Mahatma Gandhi, que designou o seu movimento de resistência não violenta satyagraha – a firmeza da verdade. Mantemo-nos firmes na verdade de que o cerco perpetrado por Israel a Gaza é ilegal e desumano.
Gandhi defendia que a não-violência, aimsha, exige mais coragem e é mais eficaz do que a violência. Queremos, através da nossa acção, demonstrar a razão do pensamento de Gandhi.
Nada tememos, não voltaremos atrás, não deixaremos Gaza morrer.
Gandhi disse que o propósito da acção não-violenta é “acelerar” a consciência da humanidade. Queremos fazer com que a humanidade não só condene a violência israelita como, acima de tudo, se mobilize para activamente acabar com ela.
Aqueles de nós que residem nos Estados Unidos inspiram-se, também, no Movimento dos Direitos Civis.
Se Israel desvaloriza as vidas palestinianas, é nosso dever – tal como foi dos brancos do Norte que foram até ao Sul durante o Verão da Liberdade de 1964 – interpor os nossos corpos para defender os palestinianos da brutalidade israelita e testemunhar a desumanidade com que são diariamente confrontados.
Se Israel desafia o Direito Internacional, é nosso dever – da mesma forma que foram enviados agentes federais para assegurar a aplicação da lei contra os xerifes racistas do Sul – enviar agentes não violentos de todo o mundo a Gaza para garantir o cumprimento das leis da Comunidade Internacional.
Não tomamos partido na política interna palestiniana. Colocamo-nos, tão só, ao lado do Direito Internacional e da dignidade humana.
Concebemos esta marcha como mais um elo da longa cadeia de resistência não violenta ao flagrante desrespeito de Israel pelo Direito Internacional.
O cerco é ilegal.
O muro é ilegal.
Os colonatos e demolições de casas são ilegais.
As barricadas e o recolher obrigatório são ilegais.
Os bloqueios de estradas e checkpoints são ilegais.
As detenções e a tortura são ilegais.
Se o direito internacional fosse cumprido, a ocupação seria na verdade insustentável.
O sucesso da marcha depende da nossa capacidade de despertar a consciência da humanidade.
Se nos juntarmos em massa ao povo de Gaza nesta marcha pela liberdade e se milhões de pessoas além de nós assistirem, por todo o mundo, à marcha pela internet e pela televisão, podemos pôr fim ao cerco sem que uma única gota de sangue seja derramada.
Se o mundo inteiro estiver a testemunhar, Israel não nos poderá deter.

Por favor, juntem-se a nós.

A Marcha pela Liberdade de Gaza é dedicada à memória do Dr. Haidar Abdel-Shafi e ao futuro das crianças da Palestina.

(28 de Junho de 2009)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Bem que os banqueiros dos BPNs, BPPs, BCPs, podiam se inspirar na sinceridade deste senhor, sair do armário, e assumir o que são.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

dica


A proposito do anterior post deixo aqui uma dica de um filme fascinate: A onda


Um professor do ensino secundário encarrega os seus alunos de levarem a cabo uma experiência fora do comum, sobre como é viver num regime ditatorial. A experiência começa a atingir proporções inesperadas quando é formada uma unidade social com vida própria.

ridicularizar lutando :)



Estava aqui em casa: nos canais são só series que não vejo; nos blgues para variar (à excepção da semana passada) nada de muito novo; não estou numa de ler; enfim... apeteceu-me rir. Começei por ver alguns classicos tugas, depois algumas "javardices", acabei em sites particularmente estranhos... de certo modo preocupantes, mas infelizmente soltei várias gargalhadas. O caso é sério mas eles têm mesmo graça

Acabei por ver mais uma vez um dos filme que adoro o American History X, e que será um dúvida um excelente "teraupetico exorcizante" para tirar certos diabos do corpo...

Enfim foi um momento de nostalgia do tempo em que o MAP estava em força... o que é feito deles?

Até já camaradas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

50 anos - nunca mais foi o mesmo...

em definitivo: acabou a silly season, quebraram-se as tréguas, começou a campanha eleitoral à bruta...

... a manchete do «Público» de hoje, vai ser cá uma bomba!!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

nunca se imaginaria, mas estamos a ter um Agosto-de-Sá-Carneiro... será que em Outubro teremos reedição dum Governo do Bloco Central???

Avião despenhou-se em Évora e queda de aeronave em Alcácer do Sal...

O Dia em Que Deus Desceu à terra

Este será o dia em que deus desceu à terra, esquecendo-se que os monitores e controlos do mundo (matrix) estão no céu (ou na lua). Portanto deus vem, a humanidade fica sozinha nas decisões. Conclusão: Será que vem aí Jorge Barroso?
Hoje, último dia perante o tribunal, é que se saberá.
O PSD da Nazaré ainda não anunciou a candidatura. Apesar de, por exemplo, o Gargol avançar com uma sondagem, mesmo sem saber sequer se o PSD se candidata. West: essa sondagem não vale nada, não dêem importância a cliques!
Esta é a minha teoria durante este dia: o PSD não se candidata! Jorge Barroso, muito menos! Será possível? Que a branquidão de Barroso seja destruída pela negritude de Esgaio?

Vítor Esgaio é preto. Jorge Barroso é que não sei... Mas que está esbranquiçado destes 24 anos na Câmara, lá isso está...

Amanhã pergunto ao juíz quem são os candidatos. E depois digo-vos.
Adeus e beijinhos.

domingo, 16 de agosto de 2009

40 anos... woodstock!

sábado, 15 de agosto de 2009

Sobre as autárquicas2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

mais um claro sinal de que quem (realmente) manda neste País, ainda vai preferindo Sócras à Manela...

José Eduardo Moniz anuncia saída [imediata] da [chefia da] TVI.

o Grande Irmão anda por aí...

Data e hora de ligação à internet, endereço de IP, nome e endereço do utilizador ou subscritor do serviço, localização de aparelhos móveis – são apenas alguns dos dados que, a partir desta quarta-feira, os operadores de telecomunicações passam a ter de guardar durante um ano, para o caso de um juiz requerer a informação.
De fora desta medida fica [por agora] todo o conteúdo das comunicações, cuja retenção continua [por agora] a ser proibida.

josé miguel júdice. daniel proença de carvalho. antónio carrapatoso.

mais do que todas e quaisquer sondagens que vão saindo nos jornais, para mim são estes três "senhores" que servem como aferidor da rotatividade no Centrão estar (ou não) prestes a acontecer...

por enquanto, parece ser só fumaça (certas movimentação nas Direitas). o Sócras deve poder andar (ainda) algo descansado (mesmo que já tenha esquecido por completo a miragem de obter mais uma Maioria Absoluta)...

será que Cavaco é de novo presidente do PSD?? sinto-me a regressar a 1994... lembram-se do penalty falhado pelo Baggio??

algumas das pessoas que serão cabeças-de-lista do PSD nas eleições Legislativas, de Setembro próximo:

- Manuela Ferreira Leite, pelo círculo eleitoral de Lisboa;

- João de Deus Pinheiro, pelo círculo eleitoral de Braga;

- José Pacheco Pereira, pelo círculo eleitoral de Santarém;

- António Couto dos Santos, pelo círculo eleitoral de Aveiro.

quem afinal ainda fica a faltar dos nomes marcantes (pesos-pesados) do cavaquismo?? Eurico de Melo já não tem idade para estas coisas. Marques Mendes está em pousio político. Fernando Nogueira está fora do "mundo da política". Miga Amagal está bem entretido no mundo dos negócios. Leonor Beleza está entretida com a Fundação Champalimaud. Arlindo Cunha e Dias Loureiro bem sabemos onde anda(ra)m entretidos... Miguel Cadilhe passou (no ano passado) fugazmente pela presidência do BPN. Ferreira do Amaral é presidente da Lusoponte.

para quem não saiba ao que me refiro: o penalty do Roberto Baggio...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Intelectuais italianos a favor dos imigrantes

O Senado italiano aprovou a uma lei sobre segurança e a imigração, que cria o delito de imigração clandestina passível de uma multa de até 10 mil euros além da expulsão imediata. A estadia nos centros de detenção para estrangeiros em situação considerada irregular poderá chegar a 6 meses, ao invés dos 2 meses de hoje.

A nova lei torna obrigatória a apresentação de uma permissão de estadia ou de um passaporte para declarar o nascimento de uma criança para seu registro civil. A lei visa principalmente cerca de 500 mil mulheres imigrantes que trabalham como empregadas domésticas.

Intelectuais italianos, liderados por Dario Fo, Antonio Tabucchi, Andrea Camillieri, Giani Amelio, Dacia Maraini, Wu Ming e 34 outros mil, lançaram manifesto na defesa dos imigrantes:

Lê o manifesto em Carta Maior

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

open your eyes...

Por detrás das cortinas que nos impõe o silêncio perante o sangue, a tortura, a violação, a pedofilia, a brutalidade e a opressão... a denuncia aparece, mais actual que nunca:



Halima Bashir - torturada, violada, espancada pelas milicias árabes no Darfur, uma sobrevivente que relata na primeira pessoa os horrores de um dos maiores e mais perigosos genocidios do nosso tempo.

400 000 mortes
2 000 000 refugiados
Violações
Pedofilia
Censura
Oligarquia arabe
Hipocrisia política



domingo, 2 de agosto de 2009

Slavoj Žižek @ Marxism 2009: What does it mean to be a revolutionary today?

... vídeo aqui...

Zeca Afonso faria hoje 80 anos... e continua mais actual que nunca!!!

... um Homem novo ...